Arquivo de etiquetas: Terra


Satélite tira foto inusitada de lua de Marte

No dia 7 de março, um satélite que voa ao redor de Marte flagrou um lado pouco conhecido de uma das duas luas do planeta, Fobos. Ela é rochosa e, pelo menos no lado fotografado, nem um pouco uniforme. Como a nossa lua, Fobos está virada sempre para o mesmo lado, por isso só algum veículo fora da órbita de Marte consegueria ver tal lado fotografado. A nave Mars Express, da Agência Espacial Europeia, fez exatamente isso. A foto foi tirada em altíssima resolução e só foi publicada agora.

Em 2011, a Rússia enviará uma missão chamada Fobos-Grunt para aterrissar na lua marciana, coletar amostras de solo e retornar para a Terra para análises. Fonte: Época.

Centauro A

Crédito: Tim Carruthers.

A apenas 11 milhões de anos-luz de distância, Centauro A é a galáxia activa mais próxima do planeta Terra. Com um tamanho de mais de 60.000 anos-luz, a galáxia elíptica peculiar, também conhecida como NGC 5128, está acima na imagem. Centauro A é aparentemente o resultado de uma colisão de duas galáxias normais, que resultou numa mistura fantástica de enxames estelares e correntes de poeira escura. Perto do centro da galáxia, restos de detritos cósmicos estão sendo devorados por um buraco negro central com mil milhões de vezes a massa do Sol. Tal como noutras galáxias activas, esse processo provavelmente gera a energia no rádio, em raios-X e em raios-gama irradiada por Centauro A.

NGC 3582

Crédito: T. A. Rector (U. Alaska), T. Abbott, NOAO, AURA, NSF

O que está a acontecer na nebulosa NGC 3582? Estão a formar-se estrelas brilhantes e moléculas interessantes. A nebulosa complexa reside na região de formação estelar chamada RCW 57. Visível nesta imagem, nós densos de poeira interestelar escura, estrelas brilhantes que se formaram nos últimos milhões de anos, campos de hidrogénio brilhante ionizado por estas estrelas, e grandes “loops” de gás expelido por estrelas moribundas. Um estudo recente de NGC 3582 descobriu pelo menos 33 estrelas maciças nos estágios finais da sua formação, e uma presença clara de moléculas complexas de carbono conhecidas como hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (PAHs). Pensa-se que os PAHs tenham sido criados no gás em arrefecimento destas regiões de formação estelar, e o seu desenvolvimento na nebulosa que formou o Sol há 5 mil milhões de anos pode ter sido um passo importante para o desenvolvimento da vida na Terra. Esta imagem foi registada em 2007 com o telescópio Blanco de 4-metros no Observatório Inter-Americano em Cerro Tololo, no Chile.

Estudo virtual do centro da Terra

Terremotos como o ocorrido na semana passada no Chile e o que destruiu o Haiti em janeiro são importantes fontes de informação para os geofísicos. Os dados registrados durante os tremores servem não só para os estudos dos abalos em si como também para tentar conhecer melhor o centro da Terra.

Ao ser medido do outro lado do planeta, por exemplo, o tremor em terras chilenas pode ajudar a descobrir a constituição do centro terrestre por onde essas ondas sísmicas passaram.

A fim de ampliar as fontes de informação sobre o assunto, um Projeto Temático iniciado no dia 1º deste mês, apoiado pela FAPESP, pretende investigar nos próximos três anos a composição do centro do planeta sem necessitar da ocorrência de abalos sísmicos.

Os pesquisadores ligados ao projeto, intitulado “Simulação e modelagem de minerais a altas pressões”, reproduzirão por meio de modelos computacionais as condições termodinâmicas a que os minerais estão expostos no subsolo terrestre.

As dificuldades de se estudar o que ocorre no chamado manto terrestre inferior, que compreende profundidades entre 670 e 2,7 mil quilômetros, pressões entre 20 e 130 gigapascais e temperaturas que chegam a 2000º Kelvin, fazem os cientistas lançar mão de medidas indiretas, como as geradas pelos abalos sísmicos.

“Só para se ter uma ideia, a camada pré-sal do oceano na qual o Brasil vai explorar petróleo compreende profundidades de cerca de 7 quilômetros. Isso mostra que conhecemos somente a casquinha do nosso planeta, comparou João Francisco Justo Filho, professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) e coordenador do Temático.

Especialista em modelagem de materiais e em nanossistemas, Justo Filho começou a se interessar por geofísica em 2007, quando atuou como pesquisador visitante na Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos.

Na época, notou que não havia muitos estudos teóricos de materiais submetidos a altas pressões e passou a analisar a influência da pressão no magnetismo.

Uma das hipóteses que a nova pesquisa deverá testar é a dos efeitos das transições dos materiais de um estado magnético para um estado não-magnético. Justo Filho especula que a viscosidade deva sofrer um grande efeito como consequência dessas transições, ou seja, à medida que o material amolece também perde seu magnetismo.

Ao aplicar essas hipóteses em um sistema altamente dinâmico, como é o centro da Terra, o grupo espera correlacionar as propriedades às possíveis combinações de elementos, como ferro, magnésio e oxigênio, que ocorrem nas chamadas áreas de recombinação química.

O grupo testará modelos geofísicos computacionais baseados em medições indiretas como a de abalos sísmicos e da radiação térmica de corpos negros. Este último método é uma ferramenta da astrofísica que consiste no registro da radiação captada na superfície de um corpo, no caso a Terra, e emitida pelo seu interior. Essa medida permite inferir por onde passou a radiação ao analisar sua trajetória desde o núcleo até a superfície.

Um dos objetivos da pesquisa é a elaboração de um mapa de correlação entre temperaturas e profundidades das várias camadas do planeta. “Essa ainda é uma questão em aberto no estudo do manto inferior terrestre”, disse Justo Filho.

Coração de ferro

Não há como estudar o centro da Terra sem abordar um dos elementos mais abundantes do núcleo incandescente, o ferro. Mas sua concentração ainda é uma incógnita para a qual o Projeto Temático tentará levantar pistas.

O interior do planeta contém primordialmente minerais do tipo óxidos, como o óxido de magnésio e o silicato de magnésio, e várias questões a respeito da incorporação do ferro nessas estruturas permanecem em aberto.

O magnetismo terrestre, que faz o ponteiro magnetizado de uma bússola apontar para o norte geográfico da Terra, é atribuído à presença do ferro na composição do planeta.

Por sua vez, as propriedades magnéticas desse mineral estão relacionadas ao seu número spin, o qual também sofre alterações motivadas por temperaturas e pressões diferentes, segundo explica a professora Lucy Vitória Credidio Assali, do Instituto de Física da USP, que também participa do Temático.

“O magnetismo terrestre pode estar associado a essas mudanças ocorridas no interior do planeta”, disse. O projeto de pesquisa permitirá a execução de simulações computacionais dispensando a necessidade de experimentos físicos realizados em laboratório.

Ensaios de minerais a altas pressões exigem equipamentos caros, como células de diamantes, que espremem amostras para medir suas propriedades físicas. Além disso, esses testes possuem limitações e não abrangem as interações que ocorrem entre os minerais no interior do planeta.

Os modelos computacionais também poderão levar à descoberta de novos meios e ferramentas para se chegar a respostas sobre dúvidas a respeito dos mecanismos internos do planeta. “Poderemos verificar alternativas e descobrir caminhos para se obter outros resultados, algo permitido pela simulação computacional”, disse Lucy.

Com as simulações, os pesquisadores esperam aprofundar os conhecimentos sobre a composição química do manto terrestre, a geo e termodinâmica do planeta e a evolução das placas tectônicas, informações essenciais para o melhor entendimento dos terremotos. Fonte: Agência Fapesp.

A Estrela da Tarde está de volta

Como avistar Vênus

Desde o Verão passado que os planetas dominantes do céu nocturno têm sido Júpiter e mais tarde Saturno, mas isso agora mudou. Vénus está a emergir.

Vénus está mais perto do Sol do que a Terra, por isso o seu ano – o tempo que leva a dar uma volta ao Sol – é muito mais curto que o nosso. À medida que Vénus orbita o Sol, alterna entre o céu diurno e nocturno.

Após a sua última passagem pelo céu da manhã, Vénus pareceu passar por trás do Sol – o que os astrónomos chamam de “conjunção superior” – no dia 11 de Janeiro. Durante semanas não foi visível, embebido profundamente no brilho do Sol. A cada dia que passava, movia-se um pouco para Este e afastando-se da nossa estrela.

Vénus agora está baixo a Oeste ao pôr-do-Sol, uma “estrela da tarde” que fica mais alta a cada dia que passa. Quem tiver um horizonte limpo a Oeste, pode já avistar Vénus a olho nu, até mais ou menos uma hora após o pôr-do-Sol. Mas, descobri-lo baixo no horizonte e por entre o brilho cada vez menor do Sol, poderá ser complicado.

Acima: Posição do planeta Vénus, ao pôr-do-Sol, no dia 4 de Março.
Crédito: Miguel Montes, Stellarium.

Continuando a viajar para Este do Sol durante Março, Vénus em breve tornar-se-á bem visível no céu nocturno a Oeste, mesmo até para o mais casual dos observadores. Aparecendo como um objecto “estelar” esbranquiçado de magnitude -3,9, o nosso planeta-irmão põe-se uma hora depois do Sol no dia 4 de Março. Nesta escala de magnitudes, números mais pequenos representam objectos mais brilhantes, e Vénus é o objecto natural mais brilhante no céu, a seguir ao Sol e à Lua.

Vénus continuará a subir a cada noite, durante toda a Primavera e Verão. Na primeira semana de Junho, põe-se mais de duas horas e meia depois do Sol. A maior altitude do planeta ao pôr-do-Sol também será por volta desta altura.

Entre 28 de Março e 12 de Abril, Vénus e Mercúrio vão ser um par atractivo no céu a Oeste após o pôr-do-Sol. Entre estas duas datas, estes dois planetas estão a menos de 5 graus entre si, Vénus estando um pouco mais para a esquerda e para cima do mais ténue Mercúrio. A 3 de Abril, estarão à distância mais pequena, a apenas 3 graus entre si.

E no princípio de Agosto, Vénus será parte um “trio planetário,” juntando-se aos mais ténues planetas, Marte e Saturno, baixos no céu a Oeste após o pôr-do-Sol.

Acima: Conjunção de três planetas, Vénus, Marte e Saturno, em Agosto.
Crédito: Miguel Montes, Stellarium.

Vénus alcança a sua maior elongação – a sua maior distância angular -, 46º Este do Sol, no dia 22 de Agosto.

Vénus estará mais brilhante no princípio do Outono, à medida que se aproxima novamente do Sol, alcançando o seu brilho máximo para esta órbita a 22 de Setembro, uma espectacular magnitude -4,56. Isto torna o planeta Vénus à volta de 20 vezes mais brilhante que Sirius, a estrela mais brilhante do céu nocturno. A partir daí, Vénus rapidamente baixa de magnitude, desaparecendo do céu em meados de Outubro, e passando a conjunção inferior a 28 de Outubro.

Em coisa de uma semana, ressurge como “estrela da manhã” a Sudeste.

Muitas pessoas não se apercebem que Vénus também tem fases, tal como a nossa Lua. Entre agora e Outubro, a observação repetida de Vénus com um pequeno telescópio vai mostrar toda a sua colecção de fases e tamanhos do disco.

Acima: Comparação entre o tamanho aparente de Vénus, nos dias 4 de Março, no final da Primavera e a 31 de Agosto, respectivamente. Note-se as diferentes fases do planeta. Crédito: Miguel Montes, Stellarium.

O planeta aparece agora praticamente cheio (98% iluminado), e será um disco pequeno e deslumbrante. Ficará com uma forma mais gibosa e maior em tamanho aparente no final da Primavera. No final de Agosto, Vénus finalmente alcança o seu Quarto Crescente.

A partir daí, durante o resto do ano, fica cada vez maior em tamanho aparente e com uma fase mais fina, à medida que passa mais perto da Terra. De facto, se usar um telescópio irá notar que enquanto a distância Terra-Vénus diminui, o tamanho aparente do disco de Vénus aumenta, quase que duplicando o seu tamanho actual em 31 de Julho.

Quando Vénus duplicar novamente de tamanho a 23 de Setembro, a sua fase crescente deverá ser facilmente discernível, mesmo até em simples binóculos com 7x de ampliação. Fonte: Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve.

APROXIMAÇÃO MARCIANA

Marte está no ponto mais próximo da Terra em seis anos

Terra e Marte estão mais próximos neste dia 27 de janeiro. A distância de 99 milhões de quilômetros é a menor em seis anos, de 2008 a 2014. O planeta vermelho poderá ser visto mais próximo durante cerca de uma semana.

Marte esteve no ponto mais próximo da Terra em 60 mil anos em 2003.

 

Como o verão está chegando ao norte de Marte, a calota polar e as nuvens estão mudando e a imagem pode ser vista de um telescópio médio ou de uma câmera digital. É possível também ver o planeta a olho nu, já que ele é quase tão brilhante quanto Sirius, a estrela mais brilhante do céu.

Mas não espere ver Marte como uma lua cheia, ele se parecerá mais com uma estrela alaranjada e bem brilhante. Para saber como achar Marte, vale conferir as imagens do céu feitas pela Nasa dos dias 27, 28 e 29 de janeiro.

O dia 29 é o melhor para observadores, quando a Lua estará cheia e formará uma conjuntura com Marte e a constelação de Câncer. Nesta noite, Marte estará em oposição ao Sol, ou seja, em sua frente. O planeta subirá ao lado da Lua ao entardecer, nunca se afastando mais de 6º do satélite.

Segundo o site da Nasa, vale reparar na combinação de Sirius com Marte. Enquanto a estrela é azul e pulsante, o planeta vermelho tem uma cor laranja permanente.

A cada 26 meses, aproximadamente, Terra e Marte se aproximam -às vezes ficam mais próximos, às vezes mais distantes. Em 2003, a distância foi a menor em 60 mil anos, quando ficaram a 56 milhões de quilômetros um do outro. Fonte: Folha de S. Paulo.

 

Nova imagem da Nebulosa Pata de Gato

 

A NGC 6334 fica a 5,5 mil anos-luz da Terra

 

Primeira observação da supernuvem foi feita em 1837

 

 

A Organização Europeia para a Pesquisa Astronômica no Hemisfério Sul (ESO) divulgou nesta quarta-feira (20) nova imagem da Nebulosa NGC 6334, conhecida como ‘Pata de Gato’, visualizada pela primeira vez pelo astrônomo inglês John Herschel em 1837, a partir de observações na África do Sul. As nebulosas são nuvens de gás e poeira. A Nebulosa Pata de Gato é um dos mais ativos berçários de estrelas da galáxia. Foto: ESO La Silla-Paranal/E-ELT Press Officer.

MAPA DIGITAL

CULTURA ESPACIAL

Japão e EUA fazem mais completo mapa topográfico da Terra

1252255-4049-atm17

Acima: Uma das imagens capturadas pelo radiômetro Aster, a bordo do satélite artificial Terra.

Um projeto conjunto da agência espacial americana, a Nasa, e do Ministério do Comércio do Japão gerou o mais completo mapa da topografia da Terra, cobrindo 99% da superfície do planeta.

As imagens, que devem ser liberadas para serem baixadas e usadas gratuitamente, foram capturadas pelo radiômetro Aster (sigla em inglês de Advanced Spaceborne Thermal Emission and Reflection Radiometer, ou Radiômetro Espacial Avançado de Emissões Térmicas e Reflexão), a bordo do satélite artificial Terra.

O radiômetro é um equipamento que mede radiação e o Aster já ajudou cientistas a esclarecer questões que vão desde a superpopulação de algas até erupções vulcânicas. O mapa foi baseado em medições do Aster da superfície terrestre feitas a cada 30 m de distância.

“São os dados digitais de elevações mais completos e consistentes já divulgados no mundo”, disse Woody Turner, que participou do projeto pela Nasa. “Isso vai ser útil para usuários e pesquisadores de uma vasta gama de disciplinas que precisam de informações sobre terreno e elevações.”

Até então, o mapa topográfico mais completo tinha sido produzido em uma missão da Nasa realizada pelo ônibus espacial Endeavor em 2000 e cobria apenas 80% da superfície do planeta. Além disso, os dados dela eram menos precisos em terrenos muito íngremes e em alguns desertos. A Nasa agora vai atualizar o banco de dados com novas informações fornecidas pelo Aster para detalhar o mapa atual ainda mais. Fonte: NASA / BBC Brasil

PESQUISA URBANA

QUALIDADE DE VIDA?

 

Concentração Urbana

 

 

Estudo: 95% da população está em 10% da Terra

 

Um estudo publicado nesta quarta pela Comissão Européia (CE) e realizado com o Banco Mundial afirma que 95% da população mundial se concentra em 10% da superfície terrestre.
O Executivo comunitário e o BM tentaram formular uma nova definição do conceito de “urbanização” se baseando na “acessibilidade” aos núcleos de população, para o qual elaboraram um mapa que reflete os períodos de deslocamento necessários para chegar de uma cidade para outra.

Uma das principais descobertas é que em países desenvolvidos apenas 15% da população vive a mais de uma hora da cidade mais próxima, enquanto nos países em desenvolvimento se encontram nesta situação 65% dos habitantes.

Considerando os dois cálculos, a CE afirma que mais da metade da população mundial vive a menos de uma hora de um núcleo urbano e que apenas 10% do globo é considerado “remoto” por se encontrar a mais de 48 horas de uma cidade grande.

No ano 2000 – oito anos antes do que indicavam as previsões -, mais da metade da população do mundo já vivia em cidades, afirma o relatório.

Para a elaboração do mapa foram consideradas informações como as redes de transporte e o tempo que um cidadão demora para se deslocar para uma cidade quando se encontra a 100 quilômetros de distância.

Tudo isto permite fixar um índice que será usado pelo Banco Mundial e outras entidades internacionais para calcular o impacto dos processos de urbanização.

A CE afirma que as cidades são fatores que influem de maneira decisiva sobre as economias nacionais ao serem fontes de emprego e facilitar o acesso à cultura, à educação e à assistência sanitária (???).  Fonte: Agência EFE