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Foguete da Nasa destrói “arco-íris” no lançamento

Imagens divulgadas no site da Nasa mostram veículo dissipando parélio, fenômeno de luz semelhante ao arco-íris  

A Nasa já começou sua nova missão de exploração solar com um grande espetáculo no lançamento: o foguete Atlas V destruiu um parélio (espécie de arco-íris, confira explicação abaixo) que estava em seu caminho. Assista ao vídeo divulgado no site da Nasa. As imagens foram gravadas por Anna Herbst, uma garota de 13 anos que assistia ao lançamento no Cabo Canaveral:

O parélio é um fenômeno que acontece quando a luz solar é refratada em cristais de gelo em forma de placas nas nuvens. Durante o lançamento, o foguete Atlas V, que carregava o Observatório da Dinâmica Solar da Nasa (SDO), passou pela luz colorida formada pelo parélio. O choque produziu ondas que destruíram o alinhamento dos cristais de gelo e, consequentemente, acabaram com a espécie de “arco-iris” no céu.

No vídeo, podemos ouvir a comemoração dos que assistiam ao lançamento na Flórida e não esperavam o acontecimento. 

O SDO é um observatório construído pela Nasa para monitorar a atividade solar e fornecer imagens com qualidade IMAX da estrela. O choque com o parélio, não interferiu no lançamento, pelo contrário, foi visto pelos cientistas da agência como um sinal de que a missão já começou bem.

Até o final de fevereiro, o observatório estará em processo de entrar em órbita. Depois, os instrumentos serão ligados e as primeiras imagens do Sol estarão disponíveis no mês de abril. A missão de estudo do astro terá a duração de cinco anos. Fonte: Galileu.

Centauro A

Crédito: Tim Carruthers.

A apenas 11 milhões de anos-luz de distância, Centauro A é a galáxia activa mais próxima do planeta Terra. Com um tamanho de mais de 60.000 anos-luz, a galáxia elíptica peculiar, também conhecida como NGC 5128, está acima na imagem. Centauro A é aparentemente o resultado de uma colisão de duas galáxias normais, que resultou numa mistura fantástica de enxames estelares e correntes de poeira escura. Perto do centro da galáxia, restos de detritos cósmicos estão sendo devorados por um buraco negro central com mil milhões de vezes a massa do Sol. Tal como noutras galáxias activas, esse processo provavelmente gera a energia no rádio, em raios-X e em raios-gama irradiada por Centauro A.

NGC 3582

Crédito: T. A. Rector (U. Alaska), T. Abbott, NOAO, AURA, NSF

O que está a acontecer na nebulosa NGC 3582? Estão a formar-se estrelas brilhantes e moléculas interessantes. A nebulosa complexa reside na região de formação estelar chamada RCW 57. Visível nesta imagem, nós densos de poeira interestelar escura, estrelas brilhantes que se formaram nos últimos milhões de anos, campos de hidrogénio brilhante ionizado por estas estrelas, e grandes “loops” de gás expelido por estrelas moribundas. Um estudo recente de NGC 3582 descobriu pelo menos 33 estrelas maciças nos estágios finais da sua formação, e uma presença clara de moléculas complexas de carbono conhecidas como hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (PAHs). Pensa-se que os PAHs tenham sido criados no gás em arrefecimento destas regiões de formação estelar, e o seu desenvolvimento na nebulosa que formou o Sol há 5 mil milhões de anos pode ter sido um passo importante para o desenvolvimento da vida na Terra. Esta imagem foi registada em 2007 com o telescópio Blanco de 4-metros no Observatório Inter-Americano em Cerro Tololo, no Chile.

Atividade solar pode interferir com comunicações na Terra até 2012, dizem cientistas

Atividade solar intensa pode prejudicar comunicações na Terra

A atividade na superfície do Sol vem se intensificando e poderá provocar interferências nas redes de comunicação da Terra nos próximos dois anos, segundo adverte um grupo de cientistas em antecipação ao lançamento de um novo observatório solar da Nasa, a agência espacial americana.

Novas fotos feitas por telescópios espaciais mostram um aumento significativo das chamadas labaredas solares e de regiões de poderosos campos magnéticos conhecidos como pontos solares após um período com a mais baixa atividade solar em quase um século.

A atividade solar intensa pode prejudicar o campo de proteção magnética da Terra, provocando sérios problemas nos sistemas de comunicação e até mesmo nos sistemas de distribuição de energia elétrica.

Segundo os cientistas, o pico da atividade solar poderá ocorrer em meados de 2012, elevando o risco de problemas com transmissões de televisão e redes de internet e o risco de apagões durante os Jogos Olímpicos de Londres.

‘Maluco’

“Nos últimos três anos, a superfície do Sol havia se acalmado bastante por um tempo. A cada 11 anos as labaredas reaparecem, e de repente vemos a retomada dessa atividade”, afirma a astrônoma Heather Couper, ex-presidente da Associação Britânica de Astronomia.

“O Sol é uma grande massa magnética, e se há qualquer interrupção nos campos magnéticos, o Sol fica meio maluco, então temos essas incríveis explosões e labaredas e coisas que provocam fenômenos como as auroras boreais”, explica Couper.

“Quando o Sol tem uma labareda, isso pode realmente afetar as conexões elétricas no nosso planeta. Isso já provocou até mesmo no passado a interrupção dos negócios nas bolsas de valores de Tóquio e no Canadá”, diz a astrônoma.

Sem explicações

Apesar de os cientistas conhecerem bem as consequências do aumento da atividade solar, eles ainda não têm muitas explicações para a origem do fenômeno, muito menos condições de prever sua ocorrência.

Os pesquisadores esperam que o lançamento do Observatório de Dinâmica Solar da Nasa, nesta semana, os ajude a coletar dados que os ajudem a dar avisos antecipados da ocorrência de labaredas solares e de tormentas magnéticas.

Segundo eles, as consequências podem ser minimizadas com o desligamento de circuitos eletrônicos sensíveis antes das tormentas magnéticas, reduzindo o risco de danos a satélites de transmissão.

A sonda da Nasa, ficará na órbita da Terra por cinco anos para investigar as causas da atividade solar intensa. Fonte: BBC.

Observatório no Chile mostra detalhes de nebulosa em forma de morcego

O brilho das estrelas jovens da NGC 1788 parece um morcego de asas abertas

Os observadores assíduos do céu estão familiarizados com a forma característica da constelação do Orion, o caçador. Mas pouco conheciam sobre a nebulosa NGC 1788, um tesouro escondido apenas a alguns graus de distância das estrelas brilhantes da cintura de Orion. Uma imagem mais detalhada dela acaba de ser divulgada pelo Observatório Europeu do Sul, no Chile.

NGC 1788 é uma nebulosa de reflexão, na qual o gás e poeira dispersam a radiação que vem de um pequeno enxame de estrelas jovens. O brilho toma a forma de um gigantesco morcego de asas abertas.

Nesta imagem são visíveis poucas estrelas pertencentes à nebulosa, uma vez que a maior parte delas se encontra obscurecida por casulos de poeira. A mais proeminente, chamada HD 293815, é visível como a estrela brilhante na parte superior da nuvem, logo acima do centro da imagem e da zona de poeira bastante escura que atravessa toda a nebulosa.

Embora à primeira vista NGC 1788 pareça uma nuvem isolada, observações revelaram que as estrelas brilhantes de grande massa, pertencentes ao vasto conjunto de grupos estelares de Orion, foram decisivas para modelar a nebulosa e estimular a formação de suas estrelas.

Essas estrelas de grande massa são também responsáveis pela ignição do hidrogênio gasoso nas partes da nebulosa que se encontram de frente para Orion, originando a borda vermelha quase vertical que se pode observar na metade esquerda da imagem.

Todas as estrelas desta região são extremamente jovens, com idades médias de apenas um milhão de anos, um mero piscar de olhos quando comparados com os 4.5 mil milhões de anos nosso Sol.

Analisando-as em detalhe, os astrônomos descobriram que estas estrelas “da pré-escola” se separam naturalmente em três classes diferentes: as ligeiramente mais velhas, situadas do lado esquerdo da borda vermelha, as relativamente jovens, à sua direita, e eventualmente as muito jovens, ainda bastante obscurecidas pelos casulos de poeira. Fonte: UOL.

A Estrela da Tarde está de volta

Como avistar Vênus

Desde o Verão passado que os planetas dominantes do céu nocturno têm sido Júpiter e mais tarde Saturno, mas isso agora mudou. Vénus está a emergir.

Vénus está mais perto do Sol do que a Terra, por isso o seu ano – o tempo que leva a dar uma volta ao Sol – é muito mais curto que o nosso. À medida que Vénus orbita o Sol, alterna entre o céu diurno e nocturno.

Após a sua última passagem pelo céu da manhã, Vénus pareceu passar por trás do Sol – o que os astrónomos chamam de “conjunção superior” – no dia 11 de Janeiro. Durante semanas não foi visível, embebido profundamente no brilho do Sol. A cada dia que passava, movia-se um pouco para Este e afastando-se da nossa estrela.

Vénus agora está baixo a Oeste ao pôr-do-Sol, uma “estrela da tarde” que fica mais alta a cada dia que passa. Quem tiver um horizonte limpo a Oeste, pode já avistar Vénus a olho nu, até mais ou menos uma hora após o pôr-do-Sol. Mas, descobri-lo baixo no horizonte e por entre o brilho cada vez menor do Sol, poderá ser complicado.

Acima: Posição do planeta Vénus, ao pôr-do-Sol, no dia 4 de Março.
Crédito: Miguel Montes, Stellarium.

Continuando a viajar para Este do Sol durante Março, Vénus em breve tornar-se-á bem visível no céu nocturno a Oeste, mesmo até para o mais casual dos observadores. Aparecendo como um objecto “estelar” esbranquiçado de magnitude -3,9, o nosso planeta-irmão põe-se uma hora depois do Sol no dia 4 de Março. Nesta escala de magnitudes, números mais pequenos representam objectos mais brilhantes, e Vénus é o objecto natural mais brilhante no céu, a seguir ao Sol e à Lua.

Vénus continuará a subir a cada noite, durante toda a Primavera e Verão. Na primeira semana de Junho, põe-se mais de duas horas e meia depois do Sol. A maior altitude do planeta ao pôr-do-Sol também será por volta desta altura.

Entre 28 de Março e 12 de Abril, Vénus e Mercúrio vão ser um par atractivo no céu a Oeste após o pôr-do-Sol. Entre estas duas datas, estes dois planetas estão a menos de 5 graus entre si, Vénus estando um pouco mais para a esquerda e para cima do mais ténue Mercúrio. A 3 de Abril, estarão à distância mais pequena, a apenas 3 graus entre si.

E no princípio de Agosto, Vénus será parte um “trio planetário,” juntando-se aos mais ténues planetas, Marte e Saturno, baixos no céu a Oeste após o pôr-do-Sol.

Acima: Conjunção de três planetas, Vénus, Marte e Saturno, em Agosto.
Crédito: Miguel Montes, Stellarium.

Vénus alcança a sua maior elongação – a sua maior distância angular -, 46º Este do Sol, no dia 22 de Agosto.

Vénus estará mais brilhante no princípio do Outono, à medida que se aproxima novamente do Sol, alcançando o seu brilho máximo para esta órbita a 22 de Setembro, uma espectacular magnitude -4,56. Isto torna o planeta Vénus à volta de 20 vezes mais brilhante que Sirius, a estrela mais brilhante do céu nocturno. A partir daí, Vénus rapidamente baixa de magnitude, desaparecendo do céu em meados de Outubro, e passando a conjunção inferior a 28 de Outubro.

Em coisa de uma semana, ressurge como “estrela da manhã” a Sudeste.

Muitas pessoas não se apercebem que Vénus também tem fases, tal como a nossa Lua. Entre agora e Outubro, a observação repetida de Vénus com um pequeno telescópio vai mostrar toda a sua colecção de fases e tamanhos do disco.

Acima: Comparação entre o tamanho aparente de Vénus, nos dias 4 de Março, no final da Primavera e a 31 de Agosto, respectivamente. Note-se as diferentes fases do planeta. Crédito: Miguel Montes, Stellarium.

O planeta aparece agora praticamente cheio (98% iluminado), e será um disco pequeno e deslumbrante. Ficará com uma forma mais gibosa e maior em tamanho aparente no final da Primavera. No final de Agosto, Vénus finalmente alcança o seu Quarto Crescente.

A partir daí, durante o resto do ano, fica cada vez maior em tamanho aparente e com uma fase mais fina, à medida que passa mais perto da Terra. De facto, se usar um telescópio irá notar que enquanto a distância Terra-Vénus diminui, o tamanho aparente do disco de Vénus aumenta, quase que duplicando o seu tamanho actual em 31 de Julho.

Quando Vénus duplicar novamente de tamanho a 23 de Setembro, a sua fase crescente deverá ser facilmente discernível, mesmo até em simples binóculos com 7x de ampliação. Fonte: Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve.

APROXIMAÇÃO MARCIANA

Marte está no ponto mais próximo da Terra em seis anos

Terra e Marte estão mais próximos neste dia 27 de janeiro. A distância de 99 milhões de quilômetros é a menor em seis anos, de 2008 a 2014. O planeta vermelho poderá ser visto mais próximo durante cerca de uma semana.

Marte esteve no ponto mais próximo da Terra em 60 mil anos em 2003.

 

Como o verão está chegando ao norte de Marte, a calota polar e as nuvens estão mudando e a imagem pode ser vista de um telescópio médio ou de uma câmera digital. É possível também ver o planeta a olho nu, já que ele é quase tão brilhante quanto Sirius, a estrela mais brilhante do céu.

Mas não espere ver Marte como uma lua cheia, ele se parecerá mais com uma estrela alaranjada e bem brilhante. Para saber como achar Marte, vale conferir as imagens do céu feitas pela Nasa dos dias 27, 28 e 29 de janeiro.

O dia 29 é o melhor para observadores, quando a Lua estará cheia e formará uma conjuntura com Marte e a constelação de Câncer. Nesta noite, Marte estará em oposição ao Sol, ou seja, em sua frente. O planeta subirá ao lado da Lua ao entardecer, nunca se afastando mais de 6º do satélite.

Segundo o site da Nasa, vale reparar na combinação de Sirius com Marte. Enquanto a estrela é azul e pulsante, o planeta vermelho tem uma cor laranja permanente.

A cada 26 meses, aproximadamente, Terra e Marte se aproximam -às vezes ficam mais próximos, às vezes mais distantes. Em 2003, a distância foi a menor em 60 mil anos, quando ficaram a 56 milhões de quilômetros um do outro. Fonte: Folha de S. Paulo.

EXTREMOS CLIMÁTICOS

 

Sol em Barão Geraldo

 

Dias Opostos

 

 Acima: Aspectos do céu de Barão Geraldo no dia 07 de Setembro de 2009. As carregadas nuvens registradas ontem deram lugar a um maravilhoso ‘Céu de Brigadeiro’.

  

 Fotografia: Daniel Pátaro.

 

Olhe sempre para o céu!

SOL E LUA

 

Fotografia Digital

 

Acima: Sol e Lua clicados em Hortolândia e Campinas, Julho de 2009.

 

Fotografia: Camila Casteleti.

CULTURA ESPACIAL

ATIVIDADE SOLAR EM BAIXA

Sol em 03/abril/2009

Acima: Essa imagem espelha a situação do Sol em 03 de abril de 2009, 14h24min, capturada pelo Michelson Doppler Imager no observatório solar SOHO. Vemos aqui uma imagem contínua do Sol, sem nenhuma mancha solar. Crédito: SOHO, NASA/ESA

Nada tem acontecido no Sol há algum tempo, pelo menos quando discutimos sobre a presença (ou melhor: ausência) das manchas solares. “Estamos experimentando um mínimo solar muito profundo”, disse o físico solar Dean Pesnell do Goddard Space Flight Center da NASA em Greenbelt, Mariland, EUA.

ANOS COM MENOR NÚMERO DE MANCHAS SOLARES.

Acima: Gráfico com os anos que apresentaram o menor número de manchas solares no último século. As barras verticais deste histograma representam o número de dias por ano em que as manchas solares estiveram ausentes. Crédito: Tony Phillips (www.science.nasa.gov)

Em 2008 não observamos nenhuma mancha solar em 266 dos 366 dias do ano (73%). A contagem das manchas solares em 2009 caiu ainda mais: até 20 de abril de 2009, 97 dos 112 dias apresentaram nenhuma mancha, ou seja, tivemos um índice de inatividade de 88%. Para aqueles que acompanham a atividade solar rotineiramente esse é o Sol mais calmo já visto em quase um século. Mas, o que isso significa para nós?

As manchas solares são ilhas gigantes de intenso magnetismo do tamanho de planetas na superfície do Sol. As manchas solares são causadoras das tempestades solares (solar flares), de emissões de massa coronal (EMC) e pelo incremento na intensidade da emissão da radiação ultravioleta (UV). O Sol tem um ciclo natural com duração média de  11 anos, que pode variar de 9 anos (ciclo #2 – junho de 1766 a junho de 1775) a 12,5 anos (ciclo #14 – fevereiro de 1902 a agosto de 1913). O ciclo solar oscila entre uma atividade intensa, repleta de manchas solares e uma baixa atividade onde as manchas são raras. O astrônomo alemão Heinrich Schwabe descobriu esse comportamento em meados do século XIX. Através da contagem das manchas solares Schwabe observou que os picos de atividade solar eram sempre seguidos de vales com calma relativa – um comportamento periódico, quase um relógio solar, que se mantém em vigor há 200 anos.

O mínimo solar atual é parte desse padrão de comportamento. De fato, ele está acontecendo no momento correto, mas qual será a razão dessa inatividade expressiva?

O observatório solar espacial Ulysses tem revelado uma queda de 20% na pressão provocada pelo vento solar desde meados dos anos 90 – o ponto mais baixo da curva desde que essas medidas começaram a ser tomadas rotineiramente nos anos 60. Convém lembrar que o vento solar ajuda a defender o sistema solar interior (inner solar system) dos perigosos raios cósmicos, que podem causar sérios danos a saúde dos astronautas no espaço. Um vento solar mais fraco, por outro lado, nos beneficia diminuindo drasticamente a freqüência das tempestades geomagnéticas. A redução do vento solar também reduz a aparição das belíssimas auroras polares, para a tristeza dos observadores.

Medidas cuidadosas realizadas pelas sondas que monitoram o Sol também confirmaram que o brilho solar reduziu-se em 0,02% nas freqüências do espectro da luz visível e caiu 6% nas freqüências da radiação ultravioleta (UV) desde o mínimo solar de 1996. Além disso, os radiotelescópios têm registrado que as  emissões de ondas de rádio pelo Sol estão com a mais baixa intensidade desde 1955.

Esses mínimos têm instigado um debate acirrado se o mínimo solar atual é extremo ou apenas uma correção de rumo que será seguida de um máximo solar de intensidade incomum em 3 anos. “Desde que se iniciou a Era Espacial nos anos 50, a atividade solar tinha se mostrado alta em geral”, disse meteorologista solar David Hathaway da NASA’s Marshall Space Flight Center. “Cinco dos dez ciclos solares mais intensos ocorreram nos últimos 50 anos. Nós simplesmente não estamos acostumados com esse tipo de comportamento profundamente calmo do Sol”.

Há 100 anos tivemos um período de calma profunda registrado. Os mínimos solar de 1901 e 1913, por exemplo, foram até mais longos que esse que estamos presenciamos agora. Para que o mínimo solar atual tenha dimensão similar ele terá que prolongar-se pelo menos por mais um ano inteiro.

De certa forma, essa calma incomum é até bastante interessante, conclama Pesnell. “Pela primeira vez na história estamos observando um mínimo solar profundo”. Uma verdadeira frota estelar de sondas investigadoras [que inclui o SOHO (Solar and Heliospheric Observatory), os novos observatórios espaciais gêmeos STEREO (Solar Terrestrial Relations Observatory), as 5 sondas THEMIS, Hinode, ACE, Wind, TRACE, AIM, TIMED, Geotail, Ulysses e outros satélites] está observando o Sol e seus efeitos na Terra 24 horas por dia e 7 dias por semana. Usando uma tecnologia avançada que não existia 100 atrás, os cientistas têm medido detalhadamente os ventos solares, raios cósmicos, radiação solar e seus campos magnéticos. Os cientistas têm considerado esse mínimo solar muito mais interessante que anteriormente se pensava.

Esse comportamento anômalo do Sol nos 50 anos da era espacial foi bastante comentado há alguns meses. Em 01 de outubro de 2008 um artigo na Physorg destacou: “O Sol sem Manchas Solares: o ano mais ‘em branco’ da Era Espacial”. Considerando o cenário atual vemos agora que 2008, com 266 dias ’sem manchas’ foi ainda mais calmo que 1954, três anos antes do lançamento do primeiro satélite, o Sputnik, quando o Sol ficou ‘em branco’ por 241 dias.

As pessoas com interesse genuíno a respeito das ligações entre o comportamento solar e o clima terrestre estão atentas aos fatos uma vez que a maior evidência conhecida de associação entre a falta de manchas solares e o clima terrestre foi o período denominado mínimo de Maunder que coincidiu com a “pequena era-do-gelo” no século XVIII.

Não resta dúvida que em breve teremos mais informações indicadoras sobre a influência do Sol no clima da Terra. Fonte: Eternos Aprendizes

PESQUISA CIVIL

ALERTA SOLAR

 

Atividade Solar em baixa

 

Sistema solar ‘encolhe’ com a menor atividade do Sol em décadas

 

Neste momento estamos em um período de mínima atividade solar que está mais longo que qualquer um previa

 

Os pesquisadores evitaram relacionar a recente mínima atividade do Sol a possíveis impactos no clima da Terra

 

Dados da sonda Ulisses, um projeto conjunto da agência espacial norte-americana NASA e da agência especial européia ESA, mostram que o vento solar está nos menores níveis desde que tiveram início as medições precisas há 50 anos. A sua velocidade permanece a mesma que há uma década, mas sua pressão e densidade está até 25% menor que no último período de mínima atividade do Sol.

 

 

“O vento solar a um milhão e meio de quilômetros por hora infla uma bolha protetiva, chamada de heliosfera, ao redor do sistema solar, o que traz influências na Terra e nos limites do nosso sistema solar”, disse Dave McComas, principal pesquisador do Projeto Ulisses e diretor do Southwest Research Institute em San Antonio, Texas. “Os dados da Ulisses revelam que a pressão global do vento solar é a menor desde o início da era espacial”, confirmou. O vento solar é uma corrente de partículas carregadas ejetada da Coria solar. O vento interage com cada planeta no sistema e define as fronteiras entre o sistema solar e o espaço interestelar. Essa fronteira, chamada de heliopausa, cerca o sistema solar, à medida que a força do vento do nosso Sol deixa de ser maior que o vento de outras estrelas. A região ao redor da heliopausa funciona também como um escudo para o nosso sistema solar, mantendo uma parcela significativa de raios cósmicos fora da galáxia. “Raios cósmicos carregam com eles radiação de outras partes da galáxia”, informou Ed Smith, cientista do projeto Ulisses no Laboratório de Propulsão a Jato da NASA em Pasadena, na Califórnia. À medida que o sistema solar encolhe nas suas fronteiras (heliopausa), a Sonda Voyager deve atingir o espaço interestelar mais cedo do que o antecipado originalmente, sendo a primeira a romper os limites do sistema solar.

 

 

“Com o vento solar no seu menor até hoje registrado, existe uma grande possibilidade de heliosfera diminuir em tamanho e força. Se isso ocorrer, mais raios cósmicos vão atingir a parte interior do nosso sistema solar”, explicou. Os raios cósmicos são de grande interesse das agências espaciais porque afetam as decisões sobre sondas não tripuladas lançadas ao espaço assim como os limites de exposição dos astronautas que não estejam viajando em órbitas baixas da Terra. “Neste momento estamos em um período de mínima atividade solar que está mais longo que qualquer um previa”, enfatizou Ed Smith da NASA. Os pesquisadores se recusaram a traçar cenários para o próximo ciclo solar, o de número 24. Também evitaram relacionar a recente mínima atividade do Sol a possíveis impactos no clima da Terra.

 

 

Nesta segunda-feira, surgiu a primeira mancha solar com polaridade invertida e próxima do Equador solar, indicativos de uma mancha (sunspot) do ciclo 24, o novo, desde janeiro. Ela é muito pequena, assim como a registrada no começo do ano. Resta a dúvida se acontecerá o mesmo com a observada em janeiro, afinal o sol permaneceu sem manchas do ciclo novo por oito meses, ou se a curva de atividade solar finalmente começará a subir a partir de agora. O fato é que diversos cientistas que estudam a interação entre espaço e clima terrestre afirmam que períodos de mínima atividade muito longos como o atual tendem a conduzir a um ciclo seguinte menos ativo, o que no passado resultou em resfriamento do planeta. (Fonte: MetSul – Porto Alegre)

ECLIPSE DO SOL

Na próxima sexta-feira, 01 de agosto de 2008, um eclipse total do Sol será visível em uma estreita faixa que atravessa a metade da Terra. O caminho da sombra da Lua no umbral começa no Canadá, e se estende em todo norte da Groenlândia e no Árctico, central da Rússia, Mongólia e China.

 

Acima: Assinalada a região onde eclipse total do Sol será observado.

 

Um eclipse parcial será visto em uma área muito mais ampla que irá incluir o nordeste da América do Norte, a maior parte da Europa e da Ásia. (Fonte: Tecnoclasta)

 

O eclipse será transmitido ao vivo via Internet desde Novosibirsk, a capital da Sibéria, através do Centro de Supercomputação e Visualização de Madrid (CesVIMA), situado na Faculdade de Informática da Universidade Politécnica de Madrid (FIUPM). Mais informações AQUI!

 

Fato gera temor na China

 

O primeiro eclipse que será visto pelos chineses no século XXI acontecerá em 1º de agosto, a uma semana da abertura das Olimpíadas. E o que poderia ser considerado até uma atração a mais no ano em que a cidade de Pequim sediará os Jogos Olímpicos virou motivo de preocupação para os astrólogos do país. Segundo os estudiosos, o eclipse anulará o efeito positivo da data do início das olimpíadas, que foi escolhida após consulta a especialistas em estudos dos astros e a numerólogos. O fenômeno poderá ser visto inicialmente em Xinjiang, província ocidental, e rumará para o leste, passando por Gansu, Ningxia, Shaanxi, e terminará em Henan.

 

 

É fortíssima na cultura chinesa a interpretação de ‘sinais’ que podem trazer sorte ou azar a eventos, datas e até mesmo no dia-a-dia dos cidadãos. (Fonte: Globo Esporte)

CULTURA ESPACIAL 

MISSÃO CUMPRIDA PARA NAVE ULISSES

- Nave deixará de funcionar em um ou dois meses por falta de energia -


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Dados enviados pela nave ajudaram os cientistas a entenderem melhor nosso Sol. 

A nave Ulisses, em órbita há mais de 17 anos em torno do Sol para explorar seus pólos e melhor compreender seus efeitos no espaço que o cerca, deixará de funcionar dentro de um ou dois meses por falta de energia, anunciou nesta sexta-feira (22) a Agência Espacial Européia (ESA).
Lançado em 1990 pelo foguete estadunidense Discovery, esta nave teve um período de vida quatro vezes superior ao previsto inicialmente.
“A grande quantidade de dados enviados por Ulisses mudou a compreensão do Sol e seus efeitos sobre o espaço que o envolve”
, declarou a ESA em comunicado.
A nave funciona graças a um gerador de isótopos radioativos que alimenta com eletricidade seu equipamento científico, suas comunicações e aquece seu depósito de hidrazina.
Como esta fonte está se esgotando, a Ulisses logo não poderá enviar dados para a Terra, enquanto que o depósito, ao congelar-se, deixará de funcionar.
“Ulisses é um aparelho formidável. Produziu resultados científicos magníficos e durou muito mais tempo do que esperávamos”, declarou Richard Marsden, principal responsável científico do projeto, citado no comunicado. (Mais informações: ESA Portal)