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Rover da Nasa fica mais esperto à medida que envelhece

O rover Opportunity da NASA, agora no seu 7.º ano em Marte, tem uma nova capacidade: a de tomar as suas próprias decisões acerca de observações novas e adicionais de rochas que avista ao chegar a um novo local.

O software, enviado este Inverno, é o exemplo mais recente da NASA em aproveitar a imprevista longevidade dos rovers gémeos para testes reais de condução marciana, tendo por base avanços feitos em autonomia robótica para missões futuras.

Agora, o computador do Opportunity pode examinar imagens que captura com a sua câmara de ângulo-largo, e reconhecer rochas que encaixam em critérios específicos, tais como formas redondas ou cores claras. Pode então centrar a sua câmara panorâmica de ângulo mais estreito no alvo escolhido e tirar múltiplas imagens com vários filtros.

Acima: O rover Opportunity tirou esta imagem em preparação para a primeira selecção autónoma de um alvo para observação futura. Crédito: NASA/JPL-Caltech.

“É uma maneira de obtermos mais dados científicos”, afirma Tara Estlin do JPL da NASA em Pasadena, Califórnia, EUA. Ela pertence à equipa que conduz os rovers, é membro sénior do Grupo de Inteligência Artifical do JPL e líder do desenvolvimento deste novo sistema de software.

O novo sistema é denominado AEGIS (Autonomous Exploration for Gathering Increased Science). Sem ele, as observações conseguintes estavam dependentes do envio das primeiras imagens para a Terra, para serem analisadas pelos operadores em busca de alvos interessantes nos dias seguintes. Por causa dos limites temporais e do volume de dados, a equipa pode escolher conduzir o rover novamente, antes que alvos potenciais sejam identificados ou antes de examinar alvos que não são da mais alta prioridade.

As primeiras imagens obtidas por um rover marciano, que escolheu o seu próprio alvo, mostram uma rocha com o tamanho de uma bola de rugby, com uma cor bronzeada e texturas sedimentares. Parece ser uma das rochas expelidas para a superfície quando um impacto cria uma cratera. O Opportunity apontou a sua câmara panorâmica para esta rocha após analisar uma foto de maior-ângulo obtida pela câmara de navegação do rover no final de uma condução a 4 de Março. O Opportunity decidiu que esta rocha em particular, era a que melhor preenchia os critérios indicados pelos cientistas de entre as mais de 50 avistadas na foto: grande e escura.

Acima: Imagens obtidas através de três dos filtros no novo programa informático do Opportunity são combinadas para pintar esta imagem aproximadamente em cores reais da rocha, com o tamanho de uma bola de rugby. Crédito: NASA/JPL-Caltech/Universidade de Cornell.
 

“Descobriu exactamente o alvo que queríamos”, afirma Estlin. “Esta selecção correu exactamente como tínhamos planeado, graças ao trabalho de muita gente, mas ainda é para nós surpreendente o modo como o Opportunity realizou uma nova actividade autónoma após mais de 6 anos em Marte”.

O Opportunity pode usar o novo programa informático em locais de paragem ao longo de um único dia de movimento ou no final da condução diária. Isto permite-lhe identificar e examinar alvos de interesse que ao invés poderiam ser negligenciados.

“Gastámos anos a desenvolver esta capacidade em rovers de pesquisa cá na Terra”, afirma Estlin. “Há seis anos atrás, nunca pensámos que a poderíamos usar no Opportunity”.

Os investigadores antecipam que o programa informático seja útil para instrumentos com campo de visão mais estreito em rovers futuros.

Outras actualizações do software do Opportunity e do seu gémeo, Spirit, têm sido implementadas desde o seu primeiro ano em Marte. Estas incluem a escolha de um caminho que contorna obstáculos e o cálculo da distância que o braço do rover tem que percorrer até tocar numa determinada rocha. Em 2007, ambos os rovers receberam a capacidade de examinar imagens do céu para determinar o que é nuvens e o que é diabos marcianos, e depois transmitir apenas as imagens seleccionadas. Esta actualização mais recente dá outro passo em frente, permitindo com que o Opportunity seja capaz de tomar decisões acerca de novas observações.

O software AEGIS permite aos cientistas mudar os critérios usados para a escolha de alvos potenciais. Em alguns ambientes, rochas escuras e angulares podem ser alvos de maior prioridade do que rochas claras e arredondadas, por exemplo. Fonte: Astronomia Online.

Satélite tira foto inusitada de lua de Marte

No dia 7 de março, um satélite que voa ao redor de Marte flagrou um lado pouco conhecido de uma das duas luas do planeta, Fobos. Ela é rochosa e, pelo menos no lado fotografado, nem um pouco uniforme. Como a nossa lua, Fobos está virada sempre para o mesmo lado, por isso só algum veículo fora da órbita de Marte consegueria ver tal lado fotografado. A nave Mars Express, da Agência Espacial Europeia, fez exatamente isso. A foto foi tirada em altíssima resolução e só foi publicada agora.

Em 2011, a Rússia enviará uma missão chamada Fobos-Grunt para aterrissar na lua marciana, coletar amostras de solo e retornar para a Terra para análises. Fonte: Época.

Fotos da superfície de Marte

Fonte: Pravda.ru

Nasa divulga foto de ‘cratera invertida’ em Marte

Mars Reconnaissance Orbiter enviou 100 terabytes de dados desde 2006

A Nasa divulgou a foto acima, de uma ‘cratera invertida’ em Marte, na região conhecida por Arabia Terra. A imagem foi captada pelo Mars Reconnaissance Orbiter. Desde 2006, o orbitador já mandou 100 terabytes de dados. (Foto: NASA/JPL-Caltech/Universidade do Arizona)

MRO mapeia vastos glaciares subsuperficiais em Marte

Novas imagens de radar obtidas por uma sonda da NASA mostram que vastos glaciares de gelo são comuns em Marte, mas temos que procurar por baixo da superfície para os encontrar.

Estes depósitos de gelo marciano escondido e enterrado foram confirmados pela primeira vez há dois anos atrás, mas estudos recentes do Planeta Vermelho pela Mars Reconnaissance Orbiter estão a revelar novas pistas de como o gelo pode ter aí chegado.

Os cientistas pensam que os glaciares de Marte podem ser “fósseis” de uma altura no seu passado, quando as placas de gelo regional recuaram.

“A hipótese é que toda a área estava coberta por uma camada de gelo durante um diferente período climático, e quando acabou, estes depósitos permaneceram aí, protegidos da atmosfera por uma camada de detritos,” afirma Jeffrey Plaut do JPL da NASA em Pasadena, Califórnia.

O gelo estende-se por centenas de quilómetros, numa região à latitude média de Marte chamada Deuteronilus Mensae.

Acima: Um instrumento de radar na sonda Mars Reconnaissance Orbiter da NASA detectou grandes depósitos de gelo glacial a latitudes médias em Marte. Crédito: NASA/JPL-Caltech/ASI/Universidade de Roma/Instituto de Pesquisa do Sudoeste.

Plaut e colegas recentemente usaram o instrumento de radar da MRO para compôr um mapa do gelo de Marte, “a partir de mais de 250 observações de uma área com aproximadamente o tamanho do estado da Califórnia.”

“Mapeámos toda a área com uma grande densidade de cobertura,” afirma Plaut. “Estas não são características isoladas. Nesta área, o radar detecta gelo subsuperficial espesso em muitos locais.”

Os investigadores apresentaram o mapa na 41.ª Conferência de Ciência Lunar e Planetária, que tem lugar esta semana perto da cidade americana de Houston.

Os estudos futuros deste gelo enterrado podem revelar mais sobre as condições ambientais da altura em que foram depositados. Os glaciares podem ser um alvo promissor para uma missão futura a Marte, afirmam os cientistas.

A Mars Reconnaissance Orbiter é a sonda mais poderosa jamais posta em órbita de Marte pela NASA.

Foi lançada em 2005 e alcançou o Planeta Vermelho em Março de 2006. Até à data, a sonda já enviou para a Terra mais de 100 terabits de dados e fotografias. Este valor é superior à soma combinada de todos os dados já enviados pelas outras missões a Marte. Fonte: JPL NASA. 

Nibiru

Está confirmada a presença de um grande astro no Sistema Solar, que pode causar cataclismos e mudanças no planeta Terra em 2012

De uns anos para cá, expressões como Nibiru e Planeta X se tornaram motivo de grande interesse e controvérsia na internet e nas comunidades ufológicas brasileira e mundial. Todos estes termos se referem à mesma coisa, um grande e desconhecido objeto existente no Sistema Solar, que é melhor identificado com o termo genérico Planeta X. Na Antigüidade, os sumérios o chamaram de Nibiru e o descreviam como sendo várias vezes maior do que a Terra, com um período orbital de cerca de 3.600 anos. Este objeto pode ser um cometa, um “planeta vagabundo” ou uma estrela anã escura companheira do Sol, não se sabe ao certo. A procura por este perturbador artefato celeste remonta à descoberta de Urano, em 1781, e hoje é constante. Alguns estudiosos dizem que, nos próximos anos, o Planeta X ou Nibiru penetrará em nosso sistema estelar e enfurecerá o Sol. Há até uma data aludida com freqüência para que tal fato ocorra: 2012. Com isso, teria início um período de sofrimento para a Terra, que se veria imersa em uma terrível tempestade solar. Com um cenário tão dramático, o que todos se perguntam é: poderemos sobreviver? No século XIX, o cientista Louis Pasteur declarou que “a chance favorece as mentes preparadas”. A frase é clara, mas, mesmo que possamos pensar em construir refúgios para escaparmos de eventuais tragédias, não há garantias. De qualquer modo, uma preparação mental e emocional da humanidade parece ser o caminho para a sobrevivência aos períodos drásticos que virão, caso se concretizem as sombrias previsões.

No passado, tivemos cataclismos e fenômenos naturais que custaram muito caro à espécie humana. Se recuarmos cerca de 11.000 anos no tempo – o equivalente a três vezes o período orbital de Nibiru –, chegaremos à catástrofe que vitimou a lendária Atlântida e, cerca de 1.500 anos antes, acharemos o cataclismo que vitimou o igualmente polêmico continente de Mu. Alguns historiadores atestam que, em ambas as situações, a Terra teria ficado praticamente vazia, sem vida. Estima-se que, só em Mu, teria havido o desaparecimento de 60 milhões de pessoas, vítimas da tragédia. Não se conseguiu calcular quantas teriam sucumbido com o afundamento da Atlântida. 

Posteriormente, no século XIV, tivemos o triste fenômeno da Peste Negra, que aniquilou dois-terços da população planetária, que pode ser um bom exemplo do que a natureza é capaz de fazer, quando zangada. As conseqüências da peste não tardaram a aparecer, e muitos sobreviventes concluíram que a Igreja Católica não era tão eficiente assim, visto não ter conseguido protegê-los da catástrofe. Assim, deixaram de acreditar na instituição, abandonaram sua fé e começaram a procura por respostas em outras áreas, o que levou à emergência da medicina. É bem provável que, desta vez, se e quando Nibiru entrar de fato em conflito com o Sol, tenhamos de suportar sofrimentos bem mais devastadores do que os da Peste Negra. Mas é preciso ter em mente que isto poderá também nos levar a fortes eventos evolucionários, nos quais a humanidade poderá se libertar dos grilhões da atual loucura coletiva, criando um mundo muito mais espiritual e solidário. O pior desafio que poderemos enfrentar não será o próprio Nibiru, embora ele nos traga terríveis tempestades de meteoros e muitos impactos. A interação entre ele e o Sol será muito pior. Para alguns autores, é preciso compreender que não enfrentaremos desafios de um dia catastrófico em sentido bíblico, mas sim a ruína progressiva do mundo inteiro, em escala global. Mas, como já aconteceu no passado, Nibiru engatilhará a reunião de múltiplos eventos naturais e os devido à ação humana, que deverá durar anos. Quando o pesadelo terminar, a nova humanidadecomposta pelos sobreviventes e seus descendentes, adaptados à nova realidade, algumas décadas após o cataclismo –, poderá experimentar uma nova forma de vida, que alguns já chamam de Idade de Ouro.

A descoberta de Nibiru

O primeiro registro do misterioso objeto celeste apareceu em 1983, transmitido pelo recém lançado satélite IRAS [Infrared Astronomical Satellite ou Satélite Astronômico Infravermelho], pioneiro na descoberta. A notícia foi dada pelo jornal Washington Post. “Foi encontrado, por um telescópio em órbita da Terra, um corpo celeste tão grande quanto Júpiter, que faz parte do nosso Sistema Solar. Ele estaria na direção da Constelação de Órion”. Em 1992, veio a confirmação da descoberta pelo cientista Robert Harrington, então diretor do Observatório Naval dos Estados Unidos. “A massa deste corpo celeste é quatro vezes maior do que a da Terra e trata-se, provavelmente, de uma estrela anã escura, cuja órbita a leva de um lado a outro do nosso Sistema Solar”, disse Harrington. Ainda em 1992, os sinais ficaram mais precisos. Um informe da NASA dava conta de que “desvios inexplicáveis nas órbitas de Urano e Netuno apontavam para um grande corpo fora do Sistema Solar, de massa entre quatro a oito vezes a da Terra, numa órbita altamente inclinada e a mais de 11 bilhões de quilômetros do Sol”. Estava consumado que o artefato celeste era real, mas seria este corpo, que já estava apelidado de Planeta X, o mesmo Nibiru previsto pelos sumérios na Antigüidade? Sim, é o mesmo objeto que foi revelado pelo estudioso de civilizações antigas Zecharia Sitchin em suas obras. Da mesma forma, a Bíblia Kolbrin, escrita pelos egípcios após o Êxodo e pelos celtas após a morte de Jesus, oferece extensos informes históricos sobre as andanças deste planeta. Os egípcios o chamavam de O Destruidor, confirmando os Evangelhos. Os druidas, antepassados dos celtas, o chamavam de O Espantador ou O Apavorante.

Há dados concretos sobre a existência de Nibiru. Astronomicamente, denomina-se “perturbação” a alteração da órbita de um planeta pela interação gravitacional de um ou mais corpos celestes. Durante milênios, o planeta Saturno foi o mais próximo de nós, visível a olho nu. Mas, após a descoberta do telescópio, as coisas mudaram. Os astrônomos descobriram perturbações na órbita de Saturno, e isso levou à descoberta de Urano, em 1781, pelo astrônomo alemão William Herchel. Naquele momento, Nibiru estava “andando” no Sistema Solar. Em seguida, perturbações da órbita de Urano levaram à descoberta de Netuno, em 1846, pelo matemático alemão Johann Gall, apenas por cálculos matemáticos. E, então, apareceram perturbações da órbita de Netuno, o que levou o matemático francês Urbain Le Verrier a anunciar que deveria existir outro planeta além de Netuno. Foi assim que surgiu a idéia do Planeta X, que hoje sabemos ser, de fato, o Nibiru dos sumérios. No início do século XX, Percival Lowell, fundador do Observatório Lowell, em Flagstaff, Arizona, começou a procurar o corpo que perturbava a órbita de Netuno. Catorze anos após sua morte, em 1916, seu assistente Clyde Tornbaugh descobriu Plutão [Tornbaugh foi um dos primeiros astrônomos a admitir ter visto UFOs]. Por um curto período, o novo corpo foi classificado como planeta, embora a Lua seja uma vez e meia maior do que ele. Recentemente, Plutão foi rebaixado à categoria de planeta anão, porque seria pequeno demais para justificar a enigmática perturbação sofrida por Netuno. Isso nos conduz de volta à descoberta de Le Verrier, que foi quem realmente forneceu, em 1846, os primeiros sinais da presença do Planeta X.

O milenar Calendário Maia já anunciava a chegada de Nibiru, assim como os sumérios sabiam de sua existência

Buscas confirmam o intruso

Atualmente, como está esta procura? Depois de oficialmente encontrado pelo satélite IRAS, o corpo foi confirmado, em abril de 2006, pelo telescópio SPT [South Pole Telescope ou Telescópio do Pólo Sul], localizado na estação polar Amundsen Scott, na Antártida. Este telescópio iniciou suas operações justamente naquele ano e é considerado um instrumento perfeito, no lugar perfeito e funciona no momento perfeito para observar o Planeta X. O SPT continua a seguir os movimentos do misterioso corpo, ininterruptamente. Toda esta vigilância aponta que o corpo ainda está muito além do Sistema Solar, embora sua ação já o esteja alterando, fazendo surgir sinais precursores de suas interferências. Muitos estudiosos dedicam significativos esforços para identificar as alterações causadas por Nibiru em nosso sistema estelar, e já identificaram várias. Por exemplo, o Sol, desde 1940, apresenta mais atividade do que nos 1.150 anos anteriores – o próximo ciclo solar será o mais violento de todos e terá seu pico justamente em 2012. Para eles, outras constatações em corpos do Sistema Solar são preocupantes. Quanto a Mercúrio, os cientistas ficaram surpresos ao encontrar no planeta uma calota de gelo polar e um campo magnético muito alto, estando ele tão próximo do Sol. E quanto a Vênus, novo espanto recente se deu quando ele aumentou seu brilho em 2.500%, junto com substanciais alterações globais de sua atmosfera.

Nada disso é obra do acaso. Na Terra, o debate sobre o aquecimento global mal terminou e constatamos condições atmosféricas bastante severas. Em Marte, o aquecimento global daquele planeta começou com gigantescos furacões e o desaparecimento de sua calota polar. Júpiter aumentou seu brilho em 200% nas nuvens que o rodeiam e suas luas apresentam significativo aquecimento. Em Saturno, o fluxo equatorial diminuiu dramaticamente em menos de 20 anos, mas surgiu uma grande fonte de raios gama, na freqüência dos raios X. Como Júpiter, a atividade auroral de Saturno aumentou muito. Mudanças significativas nas nuvens de Urano foram detectadas, e elas estão mais numerosas, ativas e brilhantes. Nada disso pode ser explicado naturalmente. Em 1846, o citado Le Verrier considerou Netuno um “revólver fumegante”. Pois bem, desde 1996, tem sido observado um aumento de 40% no brilho atmosférico do planeta, além de grandes tempestades, sendo que Netuno não tem capacidade natural para criar tais anomalias e está muito longe do Sol para sofrer os efeitos da atividade solar ampliada. Portanto, tal energia só pode estar chegando de um intruso invisível. O mesmo se dá com Plutão, que, em 1989, alcançou o ponto mais próximo do Sol e também começou a revelar uma forma de aquecimento global, tal como a Terra e Marte. Sua pressão atmosférica triplicou, enquanto a temperatura da superfície subiu 2º C, ao se afastar do Sol.

As características de Nibiru

O estranho corpo que hoje afeta o Sistema Solar tem características astronômicas distintas que podem ser deduzidas de observações diretas feitas recentemente. Por exemplo, sua órbita é excêntrica, elíptica e dramaticamente inclinada. Seu período orbital – tempo que o astro leva para dar uma volta completa em sua órbita, do periélio ao afélio, voltando ao ponto de origem – é de aproximadamente 3.660 anos. O periélio de Nibiru, ou seja, o ponto onde ele se encontra mais próximo do Sol, é de 2,85 AU ou unidades astronômicas [Uma UA é a distância média da Terra ao Sol, ou cerca de 150 milhões de quilômetros]. Assim, estando Marte a 1,52 AU do Sol, o ponto em que Nibiru estará mais próximo do astro ficará entre as órbitas de Marte e Júpiter, a cerca de 256 milhões de quilômetros do astro central. O Afélio do misterioso corpo, o ponto onde ele se encontra mais distante do Sol, é de 472 AU. Apenas para comparação, o afélio de Plutão é de 39,5 AU. Portanto, o Planeta X viaja para fora do Sistema Solar até um ponto a cerca de 12 vezes a distância de Plutão ao Sol. Para aumentar ainda mais a estranheza da situação, deve-se levar em conta um fator chamado de inclinação sobre a eclíptica. Aproximadamente 90% dos planetas visíveis estão no plano da eclíptica, mas a órbita de Nibiru está bem abaixo deste plano, praticamente perpendicular a ele. Estes dados podem ser confirmados por fontes da NASA. Hoje, sabemos que o corpo será visível com o uso de telescópios amadores, no Hemisfério Sul, a partir de maio de 2009. A olho nu, será inteiramente visível como um objeto vermelho brilhante, também em meados de 2009. Estudiosos garantem que, em 2012, Nibiru aparecerá como uma espécie de “segundo Sol” no céu.

A Terra suportará tsunamis de gigantescas proporções, que mudará a face do planeta durante milênios

As perspectivas são sombrias, como se pode constatar na cronologia presumida dos acontecimentos. Em 30 de abril de 2007, a distância do Sol a Nibiru foi de aproximadamente 14 AU, entrando na órbita de Saturno. Isto perturbou a maioria dos planetas e o astro central, que entrou num ciclo de 24 anos e chegará ao pico de atividade em 2012. A NASA anuncia que este ciclo será o pior dos últimos 400 anos. Na Terra, tivemos hoje um aumento no número e na intensidade de terremotos, bem como aumento de secas em várias localidades – recentemente, a China anunciou que centenas de pequenos reservatórios já secaram. Em 15 de maio de 2009, Nibiru estará a aproximadamente 11 AU do Sol. A superfície de Marte derreterá, descongelando seus vastos reservatórios de água congelada. Na Terra, haverá ainda mais terremotos, furacões e tornados. O mal tempo será extremo no mundo todo. Severas secas e terríveis dilúvios serão a regra, não a exceção. Poderosos flashes solares jogarão o caos em nossas redes de comunicação e as tempestades solares converterão em lixo nossas modernas tecnologias. É por isso que as nações mais ricas terão uma frota de seis observatórios solares em órbita do Sol, no final de 2008, para fornecerem a primeira linha de alarme das tempestades solares iminentes. Nibiru será visível com telescópios ou bons binóculos.

Em maio de 2011, o corpo estará logo abaixo do Sol, a 6,4 AU de distância. A esta altura, estará atravessando a camada mais densa do campo magnético solar, o que causará o aumento da interação entre os dois. Os habitantes do Hemisfério Sul verão o planeta a olho nu, como uma brilhante mancha vermelha, mais brilhante do que Vênus e logo após o pôr-do-Sol. Para o Sistema Solar, no período de 20 de maio de 2011 a 21 de dezembro de 2012, a aproximação de Nibiru estimulará o astro central a disparar enormes erupções em todas as direções, mas perderemos os satélites que observam tais fenômenos. Como a maioria destas violentas erupções serão dirigidas ao corpo intruso, isto aliviará um pouco a Terra, mas, infelizmente, ela ainda estará imersa num pesadelo.

Um evento previsto pelos maias

É importante que se diga que estas previsões, tão sombrias, são ainda preliminares. E, embora garantidas por muitos estudiosos, são contestadas por outro tanto deles, que afirmam se tratarem de puro absurdo. De acordo com os primeiros, para a Terra, em meados de 2011, as condições atmosféricas superarão em violência qualquer outro registro jamais efetuado. Os terremotos quebrarão recordes e o vulcanismo disparará no mundo todo. Isto desestabilizará as estruturas sociais e os governos deverão agir para prevenir disputas étnicas e econômicas que poderiam originar guerras. Segundo a citada Bíblia Kolbrin, na última entrada de Nibiru no Sistema Solar, os efeitos foram tão terríveis que os homens ficaram impotentes e as mulheres se tornaram estéreis. Ainda na linha de pensamento dos que defendem a tese do caos, em 2011, o pânico total será instalado na humanidade – todas as comunicações serão afetadas, haverá grande expansão das fibras e cabos subterrâneos e a era dos telefones celulares e das TVs a cabo se encerrará. Segundo o Calendário Maia, cunhado por aquele povo extinto há milênios e ao qual se atribui a capacidade de prever eventos astronômicos, existem duas datas chave para entender o que o futuro nos reserva. A primeira é 10 de outubro de 2011, quando a humanidade passaria para um novo ciclo de evolução. A segunda é 21 de dezembro de 2012, data em que haveria terror. Neste momento, coincidindo com o solstício de inverno, o Sol atravessará o plano mais denso da galáxia, cheio de perigos nunca vistos. Para o Sistema Solar, Nibiru estará cruzando a eclíptica e iniciará um terrível período de fenômenos elétricos enquanto se aproxima de seu periélio, em 14 de fevereiro de 2013. Neste ponto, o corpo estará a 2,85 AU e se tornará maior do que a Lua cheia à noite, visível também durante o dia, de tamanho igual ao do Sol. Haverá descargas elétricas entre o Sol e o intruso, que aparecerão como grandes tentáculos de luz, saindo deste em direção ao astro central. Todos nossos observatórios já terão sido reduzidos a cinzas.

Para a Terra, Nibiru será precedido e seguido por um enxame de objetos celestes que causarão impactos catastróficos e chuvas mortais de meteoros. Mas isso ainda não será o pior, garantem os estudiosos que defendem o surgimento das tragédias. Nesta época, todos estarão de olho no Yellowstone National Park, no Wyoming, onde se encontra o maior vulcão dos Estados Unidos, se não do mundo, que vem aumentando sua atividade desde 2003. Estimulado pela crescente violência solar causada por Nibiru, ele poderá explodir, destruindo o centro daquele país e iniciando uma mini era glacial. Mas 14 de fevereiro de 2013 será o dia do Juízo Final para a humanidade, não 21 de dezembro de 2012, como previu o Calendário Maia. Será nesta data que as interações entre o Sol e Nibiru atingirão o máximo. E, ainda, teremos a falta de sorte de, nesta ocasião, nos encontrarmos exatamente alinhados entre os dois monstros, quando sofreremos sérios riscos de sermos atingidos por gigantescos feixes elétricos deles emanados. Os fenômenos atmosféricos atingirão níveis jamais sonhados e os terremotos serão absolutamente devastadores. Literalmente, ao se formar plasma no céu, choverá fogo. Mas é difícil prever o que ocorrerá na Terra, pois as condições que o planeta terá que enfrentar serão de proporções impensáveis, piores do que tudo já foi visto. Cataclismos naturais, erupções de supervulcões, terremotos devastadores e tsunamis ocorrerão no globo inteiro.

Os estudiosos mais dramáticos garantem que as condições atmosféricas enlouquecerão, que inverno e verão serão uma só estação e que as cidades costeiras serão demolidas por mares raivosos. Parte da atmosfera ficará ionizada, tornando-se venenosa, e isto ocorrerá em todo o planeta, para todas as formas de vida. Talvez sobrevivam alguns germes mais preparados. Haverá também mudança dos pólos, o que talvez represente o que de mais grave que teremos que enfrentar. Quando da catástrofe que vitimou o Continente de Mu, os pólos se encontravam em posição bem diferente da atual. O Pólo Norte estava onde hoje é a Bolívia e o Pólo Sul, em Bornéu. Portanto, Mu se localizava nas faixas equatorial e temperada. Isto permitia que, na atual Sibéria, houvesse vegetação tropical ou semitropical, o que explica o que foi encontrado no estômago de carcaças congeladas de mamutes – alguns deles foram descobertos com a vegetação que estavam comendo no momento em que aconteceu a mudança dos pólos, que os congelou tão instantaneamente que nem conseguiram acabar de mastigar o que tinham na boca.

Paraíso terrestre devastado

A posição altamente privilegiada de Mu fazia daquele continente um verdadeiro paraíso na Terra, com clima favorável à abundante produção de alimentos, tanto de origem vegetal quanto animal. A população estimada do continente – cerca de 60 milhões – vivia esplendidamente bem, com excelente saúde e sem problemas de existência. Tudo era perfeito, maravilhoso, até que, instantaneamente, tudo mudou. Nibiru ou o Planeta X, descrito por alguns autores dedicados ao tema como Estrela de Baal, invadiu o Sistema Solar, modificando por completo tudo o que havia na Terra. Quando isto aconteceu, o inferno abriu suas portas, sem cerimônias e sem piedade. De repente, o globo terrestre passou a girar a cerca de 90 graus em relação ao eixo anterior. Isto, evidentemente, mexeu com o núcleo derretido e líquido do interior do planeta, modificando o campo magnético anterior e enlouquecendo os vulcões. Porém, a massa dos oceanos e mares continuaram seu movimento anterior, sem obedecer à nova direção de rotação do globo, e se formaram duas enormes ondas, uma no Oceano Atlântico e outra no Pacífico, subindo em direção ao novo Pólo Norte. Cálculos permitem estimar a altura das ondas em cerca de 3.000 m, de tal forma que varreram todos os continentes, arrastando tudo o que se apresentava diante delas. Milhões de animais de todas as espécies foram deslocados, destroçados, mutilados e amassados em imensos cemitérios próximos ao norte da Sibéria, onde se encontraram as enormes ondas – a ilha de Ilhakoff, naquela região, é totalmente desprovida de Terra e inteiramente composta por ossos. Tudo isso aconteceu cerca de 12.500 anos atrás.

O tamanho dos planetas está fora de proporção, assim como suas órbitas. De Mercúrioa Marte temos o Sistema Solar inteiro, separado pelo Cinturão de Asteróide do externos, de Júpiter a Plutão

A ciência sabe que, quando um corpo rotante num campo gravitacional muda de pólos, geralmente o sentido de sua rotação também se altera em 90 graus. Aconteceu naquela época e voltará a acontecer agora. Novamente teremos o dilúvio universal, e alguns sinais disso já podem ser notados. Por exemplo, entre 1963 e 1993, os desastres naturais aumentaram em mais de 400%, e isto sem contar o que ocorreu nas última década. Um excelente e bem detalhado estudo dos desastres naturais, realizado pelo cientista russo Yuri Dimitriev, revelou que, desde 1991, o campo magnético do Sol aumentou em 230%. Poucos conhecem o trabalho que está sendo feito na Academia Nacional de Ciências da Rússia, em Novosibirsk, Sibéria, mostrando que, nas bordas do Sistema Solar, o plasma resplandecente aumentou recentemente em 1.000%. Como conseqüência, tem havido um degelo acelerado da calota polar norte. Geralmente atribuído ao aquecimento global, na verdade, o degelo está acontecendo pela criminosa atividade conjunta das duas grandes potências, Estados Unidos e Rússia, com seus sistemas eletromagnéticos que mudam o clima em escala global, entre eles o Haarp e Woodpecker, respectivamente. O que pretendem norte-americanos e russos é aumentar em dois ou três graus a temperatura da Sibéria e do Alaska, na tentativa de permitirem o plantio e a colheita de trigo nestas regiões, além, é claro, de seu uso em questões militares e estratégicas. O desaparecimento total da calota polar desequilibrará o planeta, e isto conduzirá, inevitavelmente, à mudança de pólos, espantosa catástrofe que poderá contribuir muito mais para reduzir a atual humanidade em nove décimos – dos seis bilhões de membros da espécie humana, sobrarão cerca de 600 milhões e o planeta ficará praticamente desabitado. O novo Pólo Norte se estabelecerá no Oceano Pacífico, a oeste da América do Sul, e o Pólo Sul se fixará na Índia. O novo equador da Terra passará a leste do Brasil, que fará parte da faixa temperada, como a maior parte da Europa e da África.

O Brasil neste cenário

Sabemos, desde agora, que o Brasil sofrerá após o deslocamento dos pólos, por causa de sua proximidade do novo Pólo Norte, pelas inundações vindas do sul e pelas novas massas de terra que emergirão das águas entre a América do Sul e a África. Toda esta água deverá ir para algum lugar e fluir na direção norte, em qualquer rebaixamento do solo para, em seguida, refluir para o mar. O estado de Pernambuco, numa das pontas do Brasil, ficará mais próximo do novo Pólo Norte. Acostumados ao calor do verão permanente, os pernambucanos verão o frio descer rapidamente sobre eles, e sentirão o que está experimentando quem vive na Antártida ou no Círculo Polar Norte, agora. O melhor a fazer é ir em direção aos Andes, longe das terras rasas, e isto não deverá ser feito no último minuto, quando o pânico poderá dificultar os viajantes. As costas e as terras altas no sul do país ficarão acima do nível das águas e não deverão surgir pelas montanhas. As rochas fortes e sólidas, como as encontradas no Paraná, provavelmente conseguirão resistir aos terremotos. Os que estão mais para o interior do país, acima da bacia do Rio Amazonas, viverão chuvas torrenciais, mares enlameados e um clima mais moderado, pouco diferente do que estão acostumados. O estado de São Paulo estará em situação ideal, com clima temperado e acesso à pesca no oceano. Mas, os que quiserem sobreviver deverão se dirigir às montanhas e aos lugares mais altos. Sugere-se ficar, pelo menos, a 100 km de onde está a capital paulista e a mais de 60 m acima do nível do mar, para escapar das marés e tsunamis.

Ainda durante o deslocamento dos pólos e a mudança global no planeta, o Oceano Pacífico ficará comprimido, porque a Antártida terá novas terras emergindo entre a América do Sul e o sul da África. Toda essa água se deslocará em qualquer direção, atingindo as costas da América do Sul. Sob pressão, a água atingirá níveis nunca vistos. Os que procurarem refúgio contra os ventos em ravinas, encontrarão uma enorme parede de mar vinda das costas, e até os pontos mais altos e próximos verão a água chegando. Estima-se que, em 14 de julho de 2013, a interação entre o Sol e Nibiru começará a diminuir, mas este continuará visível no céu, como um grande cometa. Começará outro amargo pesadelo para os sobreviventes, pois a atmosfera estará obscurecida pela poeira e fumaça emitidas pelos vulcões, e haverá uma mini era glacial, compensada, em parte, pelo aquecimento global originado pela ação humana. A maior parte dos recursos de água potável e de terras aráveis estará poluída e muitos continuarão a morrer devido à fome, sede e doenças. Quase todos os túneis, pontes e edifícios terão sido destruídos ou não terão segurança. O único sistema de comunicação que poderá continuar funcionando será o de ondas curtas, operado por militares e por esparsas comunidades que conseguirão sobreviver ao desastre. Mas há ainda novos agravantes em todo este processo, defendem alguns estudiosos. Sabe-se que, quando um planeta tem órbita perpendicular à eclíptica, ele pode vir a sofrer o que aconteceu em 1997 com o cometa Hale-Bopp, causado pelo Efeito Kozai. Na ocasião, o período orbital do Hale-Bopp foi reduzido de 4.200 para 2.380 anos. Algo semelhante poderá ocorrer com Nibiru, especialmente se este for uma estrela anã escura, como garantem algumas teorias, e não um planeta. Se isto acontecer, na próxima órbita, o corpo simplesmente colidirá com a Terra, o que, segundo Nostradamus, ocorreria no ano de 3797, causando a total destruição de nosso planeta.

Mudança de comportamento

Se o cenário acima descrito já parece suficientemente sombrio para o leitor, saiba ainda que não existe um único Planeta X ou Nibiru, mas vários. Diversos objetos estão neste instante se aproximando da Terra, já confirmados independentemente por inúmeras fontes, inclusive a NASA. Muitos destes corpos são asteróides de variados tamanhos, que já tiveram suas órbitas descobertas e traçadas. Mas não sabemos exatamente quantos poderiam ser nocivos para nós, ou seja, que estariam em rota de colisão e com risco de sério impacto. O certo é que a NASA conhece o maior destes artefatos celestes, justamente Nibiru, mas continua escondendo esta informação do público por razões de segurança nacional. Embora gaste anualmente bilhões de dólares dos contribuintes e tenha organismos que podem publicar suas descobertas, a agência espacial norte-americana não se manifesta sobre o assunto. Mesmo seus cientistas, cientes da gravidade da situação, estão sob contrato de silêncio e serão imediatamente presos, se revelarem algo. Apesar de sombrio, o cenário descrito não representa propriamente o fim do mundo, mas certamente uma mudança brutal em nossa existência. Entretanto, há algo muito intrigante, que não podemos deixar de comentar. Segundo os maias, em 2012 ocorrerão fenômenos extraordinários, que eles marcaram em seu calendário como o Dia da Criação.

Ninguém sabe ao certo o que acontecerá, apenas podemos fazer previsões. Porém, há outros sinais, tão importantes e interessantes quanto o que foi anteriormente citado. Por exemplo, não há dúvidas de que enfrentaremos um ponto de bifurcação que marcará nosso futuro. De um lado, poderemos ser arrastados para um caminho de destruição e terror, mas, por outro, poderemos ser impelidos a adotar canais de libertação e iluminação, que nos farão deixar o caminho do materialismo e do egoísmo que impera hoje no mundo. O comportamento irracional de nossa espécie acabou criando uma situação de calamidade, sim. Mas também é verdade que nunca o homem esteve numa posição tão perfeita para adentrar a evolução que poderá converter em luminosa realidade uma caótica existência. Existem sinais de que a “divina providência” está tentando nos salvar ou, pelo menos, mitigar as dores da transição quântica que chega do cosmos, materializada por Nibiru. Evidentemente, será necessária uma gigantesca cooperação de todos os povos, em todos os níveis, pois, conforme o ditado popular, a omelete só será possível após quebrarmos os ovos. Também será imprescindível mantermos, tanto quanto possível, uma visão científica do mundo, mas combinada com o paradigma espiritual ecumênico.

Ressonância Schumann

Durante o século XX, houve grande progresso na direção da unificação de dois principais conceitos de nossa civilização: o teológico e o científico. Tal aproximação deu lugar a um processo dialético, que está agora informando aos campos morfogenéticos que governam a vida social em todo nosso planeta. Estes campos atuam em nosso comportamento através da ressonância morfológica, que permite aos nossos pensamentos e emoções estarem sincronizados com a “mente planetária” da Terra. Os campos morfológicos receberam vários nomes ao longo da história, tais como inconsciente coletivo, arquivos genéticos e registros akáshicos. Mas, qualquer que seja a denominação, este campo morfogenético, no qual ressoa a humanidade, circunda o planeta no espaço entre a superfície e a ionosfera, com o que chamamos de Ressonância Schumann, e está começando a catalisar uma mudança para um novo patamar de existência. Um dos sinais mais importantes desta mudança começou a ser emitido em fins de 1990. Antes disso, a freqüência da Ressonância Schumann era de 7,83 Hz, igual à freqüência alfa de nossos cérebros – era como se o planeta “conversasse” conosco e nos controlasse. Mas, a partir de 1990, tal ressonância começou a aumentar, chegando hoje a cerca de 15 Hz. Isto nos fez perder o contato com o planeta, resultando num total descontrole dos seres humanos, que já não têm mais barreiras e não observam limites. Basta abrir um jornal para termos uma idéia de quão terrível está se tornando nossa sociedade, cada dia mais louca e bestial. Há uma explicação para isto, e ela está no aumento da freqüência da Ressonância Schumann.

Salvação planetária

Alguns defendem que esta mudança está dentro dos “planos divinos” para nosso planeta, para a escolha entre aqueles que merecem ser salvos e levados daqui, “carregados” por Nibiru para outros mundos. A contração do tempo é outro sinal de mudanças em processo, assim como estamos abertos para novas pandemias. Mas a própria ação da humanidade sobre o planeta já é suficientemente devastadora, a um ponto que podemos impor a nós mesmos tragédias que prescindem da passagem de Nibiru. Por exemplo, nossa civilização pode facilitar a qualquer tempo o surgimento de novos vírus fatais ou a expansão de antigos, como o AIDS, o vírus Ebola, a Gripe Asiática etc, que em poucos dias podem deflagrar sérias ameaças biológicas. Igualmente, a constante ação de terroristas radicais é real e imediata. Armas nucleares, supostamente extraviadas das grandes potências, podem agora estar nas mãos destes extremistas, e seu uso poderá desencadear uma nova guerra que nos aniquilará, mesmo antes da passagem de Nibiru. A lista de tragédias auto-impostas à espécie humana é inesgotável. Neste exato momento, por exemplo, estamos enfrentando uma enorme crise financeira, sem precedentes, em função do déficit iniciado nos Estados Unidos. E ela é de tal monta que os especialistas a consideram insuperável. Tudo isso sem contarmos que estamos destruindo aceleradamente nossa biosfera, matando nossos oceanos com a poluição – e com o excesso da pesca, muitas espécies vivas já foram condenadas à extinção. Embora todos estes fatos pareçam apontar para uma total extinção da humanidade, há sinais muito claros de que existe algo, ou alguém, muito preocupado com nosso destino iminente. Observando a história de nossa espécie, é possível perceber a existência de planos bem orquestrados para ensiná-la ou protegê-la, que são realizados mediante o aparecimento de grandes mestres ou através de descobertas científicas. Assim, de um lado, tivemos Buda, Jesus, Moisés, e, de outro, a roda, o fogo, a eletricidade etc.

Zecharia Sitchin é um dos pioneiros a denunciar a existência de Nibiru

É fácil verificar que os progressos da ciência, na tecnologia em geral ou na medicina, nos últimos 30 anos, deixam para trás tudo que se conseguiu nos cinco mil anos anteriores. Vejamos o exemplo trazido pela a nanotecnologia, que permitirá controlar o colesterol e as placas de gordura formadas dentro das artérias, reduzindo substancialmente as causas de morte, ao mesmo tempo em que permitirá a ultraminiaturização da aparelhagem eletrônica, facilitando as comunicações e apontando para a criação de uma mente artificial, um milhão de vezes mais eficiente no enfrentamento de nossos problemas. De acordo com recentes pesquisas, a moderna medicina permitirá prever, dentro dos próximos 10 anos, a extensão da vida humana para até 500 anos e, para os próximos 30 anos, literalmente, a imortalidade. Pelo menos, isso é o que garantem Roy Kurzweil e Terry Grossmann, em seu livro A Medicina da Imortalidade [Editora Aleph, 2004]. Os avanços da medicina têm sido altamente reveladores. Vejamos as novas técnicas de controle do câncer, segundo estudos do doutor Túlio Simoncini, eliminando uma das principais causas desta doença – um fungo chamado Candida albicans –, pelo uso de bicarbonato de sódio. Ou a cura da malária em quatro horas, através de hipoclorito de sódio, descoberta pelo doutor Jim V. Humble. E a retomada dos estudos sobre o Potencial Zeta da água, interrompidos pela Segunda Guerra Mundial, que permite iniciar técnicas de rejuvenescimento. O conhecimento da energia do vácuo, a energia virtual ou, ainda, a energia do ponto zero, disponível em quantidade infinita, a qualquer momento e em qualquer ponto do universo, está sendo captada e convertida em energia elétrica por vários laboratórios e pesquisadores independentes.

Continuamos otimistas

A realidade de Nibiru é indiscutível. Sua ação sobre nossa espécie e planeta, assim como sobre todo o Sistema Solar. Resta saber o que faremos com esta informação. Todas as tradições de nossos antepassados apontam para um período de catástrofes, seguido por uma Idade de Ouro para a humanidade, quando haveria a purificação do planeta e, em seguida, uma época de iluminação. Estamos, claramente, num momento de bifurcação em que tudo é possível. Em 2012, poderemos viver o desastre total ou o ponto Ômega de uma nova civilização. Ninguém sabe ao certo o que ocorrerá. Mas uma coisa é evidente: seja como for, algo ou alguém muito superior está trabalhando para nos ajudar. Isto significa que, de alguma forma, continuamos importantes para o “plano divino”, para os extraterrestres e para o universo. É o que mais nos conforta neste cenário de dor e sofrimento. Continuamos otimistas. Fonte: Revista Ufo.

Pesquisadores do IG atestam que meteorito formou cratera no RS

Confirmação foi feita com base em análise de amostras de rochas

A origem geológica do Cerro do Jarau, localizado no município gaúcho de Quaraí, na fronteira Brasil/Uruguai, é meteorítica, de acordo com evidências identificadas pelo professor Alvaro Crósta e pela geóloga Fernanda Lourenço, do Instituto de Geociências (IG) da Unicamp. A confirmação de que se trata de uma cratera formada pelo impacto de um meteorito foi feita com base em evidências de processos de deformações encontradas em amostras de rochas, coletadas em um trabalho de campo e estudadas em laboratório por meio de microscópio. Outras evidências, segundo Crósta, são feições visíveis a olho nu, chamadas de shatter cones. Compostos por estruturas cônicas estriadas, os shatter cones são unicamente formados em crateras de impacto, pela passagem da onda de choque pelas rochas. Imagens de sensoriamento remoto obtidas por satélites também ajudaram a caracterizar essa nova cratera meteorítica.

Crósta explica que o impacto de um meteorito de grandes dimensões libera uma quantidade de energia completamente incomum a qualquer outro tipo de processo geológico existente na Terra. No caso de Cerro do Jarau, estima-se que a quantidade liberada pelo meteorito, que teria entre 600 e 700 metros de diâmetro, tenha sido equivalente a 550 mil bombas atômicas iguais à que destruiu a cidade de Hiroshima no Japão em 1945. O meteorito foi capaz de provocar uma cratera, hoje já parcialmente erodida (chamada de “astroblema”) com cerca de 13,5 quilômetros. “Não há nenhum outro processo que libere tanta energia na superfície da terra como o impacto de um meteorito com essas dimensões. As deformações produzidas nas rochas em decorrência desse tipo de fenômeno são permanentes e servem para diagnosticá-lo. É então com base nelas que podemos dizer: aqui ocorreu um impacto”, explica. A comprovação rendeu a produção de um artigo que deverá compor a próxima edição do livro Large Meteorite Impacts IV a ser lançada, em março, pela Sociedade Geológica da América (GSA).

Muitas vezes, entre a descoberta de uma estrutura que pode ser uma cratera meteorítica e a comprovação segura de sua origem, podem se passar décadas, segundo Crósta. Foi justamente isso que ocorreu com a cratera de Cerro do Jarau, cuja possível origem meteorítica já havia sido aventada por pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul na década de 1980. Mas ainda não tinham sido encontradas as evidências de deformação por impacto necessárias para a comprovação da origem. O mérito do trabalho realizado pelos pesquisadores da Unicamp no Cerro do Jarau, na opinião do professor, foi conseguir encontrar as feições específicas de uma cratera meteorítica. “Muitas vezes, essas feições são muito difíceis de encontrar, o que torna necessária a análise de uma grande quantidade de material. Existem várias estruturas similares no mundo, que apesar de terem toda a aparência de crateras meteoríticas, não se conseguiu até hoje comprovar a origem”, declara.

Crosta explica que, no caso de crateras meteoríticas mais jovens, existe a possibilidade de se encontrar fragmentos dos meteoritos que as formaram, mas quanto às crateras antigas, a comprovação torna-se mais difícil pelo fato de os meteoritos serem instáveis, do ponto de vista geoquímico, quando expostos às condições vigentes na superfície da Terra. “Quando há fragmentos do meteorito, como no caso da Meteor Crater, no Arizona, formada há apenas 50 mil anos, a comprovação é mais simples e direta, porém, quando não há, vamos atrás dessas evidências indiretas, que são as deformações nas rochas causadas pela liberação dessa enorme quantidade de energia”.

Outro fato importante a respeito de Cerro do Jarau é o fato de ser a terceira cratera brasileira formada em rochas basálticas (vulcânicas) e a quarta no mundo. A análise do processo de formação de crateras meteoríticas em rochas basálticas é importante para as pesquisas sobre a evolução geológica da superfície de outros corpos planetários, tais como a Lua e Marte, onde a presença de rochas basálticas é bastante comum, segundo Crósta. “Como o acesso direto a essas superfícies é difícil, pode-se inferir informações importantes usando as crateras basálticas terrestres como análogos das suas similares lunares ou marcianas”, explica.

Ele explica que são raras as exposições de rochas basálticas em grandes extensões continentais no Planeta Terra. Dentre as maiores exposições desse tipo de rocha encontram-se as da Bacia do Paraná, no Sul do Brasil, e as do Platô de Deccan, na região centro-oeste da Índia, onde também existe uma cratera meteorítica. “Mas esta cratera da Índia, chamada Lonar, é pequena, relativamente jovem, e o seu interior foi preenchido por um lago, o que torna difícil o acesso”, explica.

No Brasil, os basaltos são oriundos das fissuras ocorridas na crosta terrestre, na época da separação entre os continentes africano e sul-americano e a formação do Oceano Atlântico, segundo o professor. Eles teriam se espalhado na superfície e formaram camadas muito espessas. “Em alguns locais da Bacia do Paraná, as camadas de basalto chegam a mais de 2 quilômetros de espessura.” Quando houve a separação entre os continentes, uma parte dessa província basáltica ficou na África, e a outra ficou na América do Sul, contudo, não se conhece nenhuma cratera meteorítica na região basáltica da África.

Encontro

Tantas descobertas levam pesquisadores brasileiros a dar passos importantes no sentido de conhecer melhor as crateras do país. Uma das iniciativas foi propor uma sessão sobre crateras em basaltos num grande encontro internacional da União Geofísica Americana (AGU) que será realizada em Foz do Iguaçu em agosto deste ano. “Já recebemos contato de especialistas internacionais em planetologia comparada, grupos que estudam as crateras em outros planetas, e outros que vêm estudando essa cratera da Índia. Após o evento, faremos uma viagem de campo para levá-los a conhecer duas das crateras basálticas brasileiras: Vista Alegre, no Paraná, e Vargeão, em Santa Catarina, informa.

No Brasil, não há nenhuma cratera meteorítica suficientemente grande para provocar um evento de extinção em massa da vida. De todo modo, é possível que as crateras brasileiras tenham produzido efeitos regionais com relação à extinção de formas de vida existentes à época do impacto.

Uma das crateras mais interessantes desse ponto de vista está localizada na divisa de Mato Grosso e Goiás. Trata-se da cratera de Araguainha, a maior da América do Sul, e também a primeira a ser estudada por Crósta em sua dissertação de mestrado, na década de 1970. Com 40 quilômetros de diâmetro, ela já possui uma dimensão suficiente para ter produzido efeitos consideráveis sobre as formas de vida então existentes. Uma relação que desperta o interesse científico pelo impacto que formou essa cratera é o fato de sua idade, determinada em 245 milhões de anos, ser bastante próxima do maior evento de extinção em massa ocorrido na Terra, o do Permiano-Triássico.

Ocorrido no final do Paleozóico, há aproximadamente 250 milhões de anos, esse evento foi responsável pela extinção de 80% das formas de vida, e os cientistas vêm buscando uma causa para essa extinção. Embora não haja possibilidade do impacto que formou Araguainha ser o único responsável por uma extinção de tal magnitude, a proximidade das idades é importante por poder sugerir uma associação entre os diferentes eventos. “Araguainha é a única cratera brasileira que tem uma idade precisa, obtida por métodos isotópicos de datação geocronológica”, explica o professor. As outras cinco crateras brasileiras têm de 9 a 13 quilômetros e não teriam capacidade de produzir efeitos globais, mas sim regionais.

Quebra-cabeça

Durante algum tempo, os cientistas suspeitavam da ligação entre impactos meteoríticos e a extinção de formas de vida, mas há cerca de 15 anos, a comprovação dessa relação em pelos menos um desses eventos de extinção foi feita com a descoberta da cratera de Chicxulub, no Golfo do México. A idade dessa cratera é de 65 milhões de anos, exatamente a mesma da grande extinção que eliminou da Terra, entre outras formas de vida, os dinossauros. Crósta explica que, nessa época, mais de 60% de todas as formas de vida da Terra desapareceram. “Este evento de extinção parece ter ocorrido em um intervalo de tempo relativamente curto, o que não é condizente com os demais processos geológicos comuns na superfície da Terra”, explica.

Para o professor, que contribuiu diretamente para a comprovação da origem de quatro das seis crateras existentes no Brasil, todas elas, independentemente do tamanho, são importantes para montar o quebra-cabeça da história da evolução do nosso planeta. Ele acrescenta que o processo de formação de crateras, que poucas décadas atrás não era considerado importante, hoje é considerado fundamental na evolução da superfície de todos os corpos planetários sólidos. “A diferença é que a Terra é geologicamente mais ativa quando comparada a outros planetas, como Marte e Vênus, que são repletos de crateras. A atividade geológica promove, com o passar do tempo, a destruição das crateras terrestres”, diz Crósta.

As poucas crateras que restaram são importantes, pois representam o registro parcial do que ocorreu na Terra, segundo o professor. “Elas são amostras que utilizamos para analisar a evolução da superfície do nosso planeta”.

Recursos minerais e interesse econômico

O interesse mundial por estudar crateras pode não ser puramente científico, mas também econômico. O maior depósito de níquel do mundo, por exemplo, é associado à cratera de Sudbury no Canadá, e esse níquel tem origem comprovadamente meteorítica, segundo Crósta. A cratera de Vredefort, na África do Sul, também tem associação com recursos minerais, principalmente no que diz respeito à remobilização de metais preciosos, que depois formaram algumas das mais importantes jazidas de ouro do mundo. “Só para ter ideia, no Canadá existem aproximadamente 40 crateras meteoríticas e várias têm recursos minerais associados”, explica Crósta.

Outro recurso mineral que pode estar relacionado a crateras de impacto no mundo são o petróleo e o gás. “Não existe uma relação direta entre petróleo/gás e crateras meteoríticas, mas os processos de deformação aos quais as rochas são submetidas podem favorecer a criação de rochas-reservatório para a acumulação desses hidrocarbonetos. É o que ocorreu na cratera de Chicxulub no Golfo de México, que contém grandes depósitos de gás em brechas de impacto meteorítico, uma rocha-reservatório que apresenta condições favoráveis para acumular petróleo e gás”, explica. Fonte: Unicamp.

MARTE

Chocolate Hills Rock

Foto de Marte

This false-color image shows the rock “Chocolate Hills”, perched on the rim of the 10-meter (33-foot) wide “Concepcion” crater. Patches of unusual dark material can be seen on top of this rock and on several others in the scene.

The image was acquired by the Opportunity rover’s panoramic camera (Pancam) on its 2144th Martian day, or sol, on Mars (Feb. 3, 2010), using several of the panoramic camera’s filters (at wavelengths of 750 nanometers, 530 nanometers, and 430 nanometers). The false-color enhancement increases the contrast between different rock and soil types on the Martian surface. Image Credit: Image Credit: NASA/JPL-Caltech/Cornell.

APROXIMAÇÃO MARCIANA

Marte está no ponto mais próximo da Terra em seis anos

Terra e Marte estão mais próximos neste dia 27 de janeiro. A distância de 99 milhões de quilômetros é a menor em seis anos, de 2008 a 2014. O planeta vermelho poderá ser visto mais próximo durante cerca de uma semana.

Marte esteve no ponto mais próximo da Terra em 60 mil anos em 2003.

 

Como o verão está chegando ao norte de Marte, a calota polar e as nuvens estão mudando e a imagem pode ser vista de um telescópio médio ou de uma câmera digital. É possível também ver o planeta a olho nu, já que ele é quase tão brilhante quanto Sirius, a estrela mais brilhante do céu.

Mas não espere ver Marte como uma lua cheia, ele se parecerá mais com uma estrela alaranjada e bem brilhante. Para saber como achar Marte, vale conferir as imagens do céu feitas pela Nasa dos dias 27, 28 e 29 de janeiro.

O dia 29 é o melhor para observadores, quando a Lua estará cheia e formará uma conjuntura com Marte e a constelação de Câncer. Nesta noite, Marte estará em oposição ao Sol, ou seja, em sua frente. O planeta subirá ao lado da Lua ao entardecer, nunca se afastando mais de 6º do satélite.

Segundo o site da Nasa, vale reparar na combinação de Sirius com Marte. Enquanto a estrela é azul e pulsante, o planeta vermelho tem uma cor laranja permanente.

A cada 26 meses, aproximadamente, Terra e Marte se aproximam -às vezes ficam mais próximos, às vezes mais distantes. Em 2003, a distância foi a menor em 60 mil anos, quando ficaram a 56 milhões de quilômetros um do outro. Fonte: Folha de S. Paulo.

 

Rússia recruta astronautas para Marte

 

Instituto Russo de Assuntos Médicos e Biológicos recruta voluntários para participar num simulacro de 520 dias de uma viagem espacial para Marte. Os voluntários têm de ser entre 25 e 50 anos e têm de saber falar inglês e russo. As profissões de médicos e engenharia são considerados importantes. Uma experiência de 105 dias de simulacro a Marte terminou em Julho passado. Participaram quatro russos – os cosmonautas Oleg Artemyev e Sergei Ryazansky, oncologista Alexei Baranov e o fisiologista Alexei Shpakov e dois membros da Agência Espacial Europeia: o francês Cyrille Fournier, piloto civil e o alemão Oliver Knickel, engenheiro mecânico. As seis pessoas passaram mais de três meses em um laboratório, simulando a vida a bordo de uma nave espacial. Cada participante foi paga € 15.500 ($ 20.000) e enfrentou uma série de testes físicos, psicológicos e profissionais durante a missão. Esta experiência de 105 dias foi uma continuação de uma experiência anterior de 14 dias em novembro de 2007, e precede o evento principal, um vôo de 520 dias da simulação que deve começar no final de 2009-início de 2010. O voo em si seria de 250 dias, uma estadia de 30 dias na superfície e uma viagem de regresso de 240 dias. Durante quase dois anos de isolamento, os membros da tripulação vão experimentar muitas das condições susceptíveis de serem encontradas pelos cosmonautas em um vôo de espaço real. Os voluntários aceites irão enfrentar um regime rígido de trabalho, descanso e exercício diário, e seguir a mesma dieta, como as tripulações a bordo da Estação Espacial Internacional. Fonte: Pravda.

 

Nasa mostra Marte “tatuado” com redemoinho de poeira

 

A Nasa divulgou nesta segunda-feira (26) uma imagem do que chamou de “Marte tatuado”

 

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 Acima: Imagem da sonda Mars Reconnaissance Orbiter mostra rastros de redemoinho de vento sobre terreno de Marte. Fotografia: NASA.

 

A imagem de alta resolução, obtida pela câmera HiRise a bordo da sonda Mars Reconnaissance Orbiter, mostra rastros escuros cruzados sobre terreno claro da superfície marciana.

Rastros recentemente formados como estes foram a princípio um mistério para pesquisadores, que depois concluíram ser resultado de pequenos redemoinhos de vento com poeira que acontecem no planeta vermelho.

Colunas de ar ascendente como essas, aquecidas pela superfície quente da região, são também comuns em áreas desérticas no planeta Terra, causa de tempestades de areia.

Durando tipicamente apenas alguns minutos, redemoinhos de vento tornam-se visíveis conforme eles soltam poeira, deixando a areia mais pesada por baixo intacta.

Ironicamente, “limpeza gratuita” de paineis solares de veículos exploradores em Marte já foi atribuída a esse tipo de fenômeno. Fonte: Folha Online.

NOITES GALILEANAS

 

Noites Galileanas

 

Entre 22 e 24 deste mês, milhares de pessoas de 140 países, inclusive o Brasil, irão observar o céu como fez o mestre italiano há 400 anos com sua luneta

 
Há quatro séculos, Galileu estava concentrado em fabricar um instrumento que teve um profundo impacto na história, o telescópio

 

Neste mês de outubro, há 400 anos, Galileu estava concentrado em fabricar um instrumento que teve um profundo impacto na história. Não que fosse um objeto conceitualmente novo. A luneta já havia sido inventada antes, na Holanda, e o próprio Galileu já tinha vendido um exemplar a alto preço para o Dodge de Veneza. A vantagem da luneta em “ver o inimigo antes que ele nos veja” já havia sido consagrada em seu uso militar a partir da demonstração feita em 25 de agosto de 1609. Com a paz de um salário melhor e mais tempo para pesquisa, em outubro daquele ano, Galileu já estava completando uma pequena maravilha, um telescópio capaz de aumentar 20 vezes o tamanho aparente de um objeto. Mas, estranhamente, agora ele a usava de noite, apontando acima do horizonte. Uma excentricidade sem nenhuma utilidade perceptível, como muitas das pesquisas científicas de nossos dias. Em dezembro, Galileu começou a desenhar freneticamente mapas da Lua, depois das Plêiades, Órion, Via Láctea, Júpiter e suas luas, Vênus, Saturno, Marte e as manchas solares. Muitas coisas não se encaixavam na visão tradicional de perfeição celeste. Depois dessas noites que Galileu passou em claro, o mundo nunca mais seria o mesmo. Novos horizontes e uma nova maneira de olhar a natureza se inauguravam.

É claro que a glória não é do instrumento, mas de como ele foi usado. Thomas Harriot, na Inglaterra já havia feito mapas da Lua (6 meses) antes de Galileu e continuou fazendo depois, sem causar o menor impacto. Galileu tinha objetivos muito mais amplos que simplesmente registrar e relatar. Queria trabalhar uma nova forma de relacionamento com a natureza que não se submetesse ao crivo da autoridade, ao contrário do hábito da época. Precisava de apoio, e descreveu tudo o que via e pensava no famoso livrinho: Mensageiro das Estrelas. Ao mesmo tempo, na Polônia, Johannes Kepler, em seu livro Astronomia Nova, abolia os círculos como forma de repesentar os movimentos dos astros, introduzindo as elipses. Acabava a perfeição do céu e ele precisava ser redescoberto.

É curioso que tanto Galileu quanto Kepler haviam admitido, por muito tempo, uma concepção clássica onde o círculo era a figura fundamental para os corpos celestes e representava o movimento natural, sem força (inercial). A geometria se aplicava ao céu, mas a física se restringia à Terra, onde os movimentos era tidos como forçados. A adesão ao heliocentrimo os levou a romper com essa tradição, mas sem conseguir formular uma alternativa. Cerca de 80 anos mais tarde, o livro de Newton Princípios Matemáticos da Filosofia Natural juntava as órbitas keplerianas e o princípio inercial de Galileu para construir a primeira teoria científica da história. Tanto o céu quanto a Terra passavam a fazer parte de uma mesma natureza. No fundo, a colocação da Terra em órbita em torno do Sol, feita por Copérnico, não era tão inocente quanto parecia. A própria Igreja Católica a tolerou como artifício de cálculo, mas ela trazia escondida a entrada da morte no céu. E isso é o que lhe deu vida, como pode se ver pelos temas de “nascimento” e “morte”, que tiveram grandes desdobramentos depois disso, especialmente na astrofísica moderna.

Essa temática de transformação (mudança, dessacralização) apareceu no Renascentismo, ao mesmo tempo, na ciência e na pintura. Num paralelo à entrada da Terra (como lugar da morte) no céu, podemos ver na pintura uma valorização gradativa do humano nas cenas sacras e uma espécie de humanização dos deuses, em sofrimento, com corpos desnudos. A eliminação dos limites entre o céu e a Terra, o sacro e o profano foi um grande movimento nos anos 1500-1600, cuja causa não está completamente explicada. Entretanto, essa dicotomia ainda se mantém até hoje no imaginário de nossos cidadãos, para quem céu e Terra são coisas antagônicas, mesmo sabendo que vivemos num astro, que os planetas são outras terras e que a energia e a matéria de nossos corpos vieram do céu, que muitos produtos e técnicas foram criados para entender os astros.

Isso é explicável quando notamos que poucas pessoas tiveram, de fato, acesso a essas revoluções. Quantas pessoas ainda não tiveram a oportunidade de ver o que Galileu viu através de sua luneta, quatro séculos atrás? É para aproximar as pessoas dessa realidade cósmica em que vivemos que a rede do Ano Internacional da Astronomia está realizando o programa mundial Noites Galileanas, em 140 países, nos dias 22, 23 e 24 de outubro. Procure no ”Calendário de Eventos” do site http://www.astronomia2009.org.br/ a programação para a sua cidade. No mesmo site, você encontrar textos e outros aplicativos que ajudam a compreender e a programar as observações. Note que Júpiter (cujas 4 luas por si só já seriam suficientes para garantir a fama de Galileu) pode ser visto como um astro brilhante bem alto no céu, na primeira parte da noite. Para participar desse evento mundial, saia para fora e localize-o no céu, mesmo que somente a olho nu. Fonte: Pesquisa Fapesp.

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Russos completam voo simulado a Marte

 

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Experiência de 105 dias em Moscovo, simulando uma viagem a Marte, termina hoje (14/07/2009) no Instituto para Assuntos Médicos e Biológicos. Os cientistas entenderão melhor questões relacionados com longos voos no espaço. A experiência se chama Mars-500 e envolveu quatro russos, um francês e um alemão e foi lançada para estudar os efeitos de longos voos no espaço, visando simular as condições que vão ser sentidas na viagem a Marte, que leva um ano e meio, ida e volta. A experiência incluiu simulações de situações não programadas de emergência e uma amartagem no planeta vermelho (fique registado que PRAVDA.Ru inventou esta palavra. Se na Terra é aterragem e na Lua aluagem, então…). O espaço tinha três módulos e uma capacidade de 550 metros cúbicos. Cada participante tinha um quarto com 3,2 metros quadrados. A experiência é um projecto conjunto com a participação do Instituto para Assuntos Médicos e Biológicos e a ESA – Agêngia Espacial Europeia. Haverá outra simulação este ano, mais longa. 6 tripulações irão passar 520 dias no módulo – o tempo de uma viagem de ida e volta a Marte. Fonte: Pravda

 

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