Céu de Barão Geraldo minutos antes da chuva forte








Acima: Céu de Barão Geraldo no dia 29/10/2008, das 17:13 às 17:22 horas, minutos antes da forte chuva atingir a região.
Fotografia: Daniel Pátaro
Granizo destrói 3 mil carros no pátio da Fiat em Betim, Minas Gerais.

Acima: Chuva de granizo deixou vários pontos da cidade cobertos de gelo (Foto: Marcone de Oliveira/VC no G1).
GRANIZADA EM MINAS
Belo Horizonte, 22 de Setembro de 2008 – A Fiat Automóveis perdeu toda a produção de um dia, que corresponde a 3 mil automóveis, por conta de uma chuva de granizo. Pedras de gelo com peso de até um quilo caíram quinta feira à tarde, na região metropolitana de Belo Horizonte.
O temporal de granizo que atingiu Belo Horizonte na tarde de quinta deixou, a um só tempo, um cenário de rara beleza e um rastro de destruição. A área mais atingida foi a de Betim, cidade da região metropolitana onde está instalada a fábrica da Fiat Automóveis. As ruas ficaram cobertas de gelo por muito tempo, já que as pedras de gelo tinham em média a dimensão de uma bola de sinuca mas houve algumas que pesaram até um quilo.
O fenômeno não foi previsto – a despeito da sua intensidade e da gravidade dos danos. Minas Gerais não possui radares meteorológicos. Mais informações: Gazeta Mercantil
CULTURA ESPACIAL
NAVIOS INTERFEREM NAS NUVENS

Parecem ser rastros deixados por aviões no céu (contrails), mas na realidade as linhas no céu na imagem acima foram geradas pela passagem de navios na costa noroeste da América do Norte. As emissões de gases dos navios na atmosfera acabam criando os rastros chamados de ship tracks. Os cientistas se interessam por estas formações porque desejam entender como as emissões humanas de gases influenciam nas nuvens e, claro, no sistema climático global. Como o ar é relativamente calmo sobre os oceanos, as emissões interferem nas nuvens, o que é mais difícil de ocorrer sobre terra firme. (Fonte: MetSul)
ROTA IMPOPULAR
CIÊNCIA CIVIL

A nossa fascinante atmosfera nos proporciona mais um surpreendente espetáculo nesta quinta-feira na América do Sul. No mesmo momento em que uma brutal onda de calor castigava o norte do país, os argentinos do sul presenciavam neve em pleno mês de janeiro. As zonas altas de Bariloche e diversos bairros da cidade amanheceram hoje cobertos por uma fina camada de neve. A temperatura tinha atingido os 30ºC durante o último final de semana. As nevadas mais fortes ocorreram no Cerro Catedral e na Villa los Cohiues, no sul de Bariloche. A mínima em pleno centro de Bariloche, onde também nevou (foto acima), foi de apenas um grau com chuva. De repente, no meio da manhã, a chuva se converteu em flocos na área central da localidade turística. Em San Martins de Los Andes também nevou em alguns bairros da cidade. O fenômeno também foi observado em Chapelco, onde a temperatura oscilava entre 0ºC e 3ºC. A neve cobriu de branco na manhã de hoje grande parte da Cordilheira de Chubut em que a Meteorologia da Argentina descreveu como um ‘estranho’ acontecimento depois de dias com jornadas ‘tórridas’. No meio da manhã a temperatura não superava os 3ºC em Esquel, cidade mais importante da Cordilheira de Chubut e situada a 600 quilômetros a oeste de Viedma e a 290 quilômetros ao sul de Bariloche. ‘Não sei se tiro do armário a piscina de plástico [pelopincho] ou quem sabe os esquis’, brincou o morador Ricardo Bustos em entrevista à imprensa argentina. Fonte: MetSul
ROTA IMPOPULAR
” COM A VERDADE ME ENGANAS TU “

Acima: Charge de Luis Afonso, publicada em 25/11/2007 em Público, jornal de Portugal.

Acima: Greenland, 21/07/2003, Foto: Peter Hollinger
CONEXÃO CLIMÁTICA
Do outro lado do Atlântico:
- Blog publicado por Rui G. Moura -
ÁRCTICO E ANTÁRCTICO
“Acabei de ler a sua nota sobre o repentino engrossar da massa de gelo árctico. Esta parece ser a maior escalada desde o início das leituras em 1979.
Simplesmente espectacular. De notar também que o Antárctico se mantém em anomalia positiva há largos meses, algo também nunca antes registado. Parece que o Inverno não acabou ainda para aqueles lados.
Desde o Verão temos tido um padrão meteorológico muito semelhante ao registado em 2004-2005: Verão frio e Outono quente.
Em 2005 o Inverno começou também envergonhado mas veio a acabar com grande violência e a Europa coberta de neve no início de Março.
Até que ponto podemos esperar um Inverno de 2008 semelhante ao de 2005? E até que ponto este repentino engrossar da massa de gelo árctico pode ser um prenúncio?…”
(Comentário de Luís de Sousa, 07/12/2007, investigador do IST, Universidade Técnica de Lisboa, no blog Mitos Climáticos, Portugal)
Acesse:
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CIÊNCIA CIVIL
ALGO ESTÁ ACONTECENDO EM NOSSO SOL

ESFRIAMENTO GLOBAL
O jornal Independent da Inglaterra publicou nesta semana um artigo que considero entre os mais interessantes deste ano a respeito de mudanças climáticas. Muito ouvimos dos meteorologistas e climatologistas, mas pouco se lê a respeito da visão dos astrônomos. Considerando a enorme relação entre a atividade do Sol e o comportamento do clima no planeta, novos dados e concepções que partem da Astronomia nos ajudam a compreender o que pode estar vindo pela frente no futuro de curto a longo prazo. Em artigo, o Dr. David Whitehouse, astrônomo e autor do livro ‘The Sun: A Biography’ (John Wiley, 2004), faz um grave alerta sobre o que está ocorrendo neste momento no Sol. Dados deste ano, sobre os quais não existe qualquer controvérsia científica, confirmam que estamos no período de mínima atividade solar do ciclo de 11 anos mais longo desde o começo do século XX, ou seja, nunca o Sol esteve tão inativo por um período tão longo em um século.

“Algo está acontecendo em nosso Sol. Tem algo a ver com as machas solares ou o que significa o ciclo de atividade que vem e vai. Depois de um período de atividade excepcionalmente elevada no século XX, o Sol de repente entrou numa fase excepcionalmente calma. Meses já se passaram sem que se tenha observado qualquer manha no disco solar. Estamos no final de um ciclo solar e os astrônomos aguardam o retorno das manchas para marcar o começo do próximo, o denominado ciclo 24. Eles já têm esperado por um tempo sem que haja algum sinal de que o começo esteja próximo. (Fonte: MetSul)
OLHE SEMPRE PARA O CÉU!

Acima: Céu de Amsterdam, Holanda. Dia 15 de setembro de 2007. Rastros de aviões na atmosfera fria. (Foto: Rudão)