Arquivo de etiquetas: California


Super Supernova: Sistema estelar de Anã Branca excede limite de massa

Uma equipa internacional liderada pela Universidade de Yale mediu, pela primeira vez, a massa de um tipo de supernova que se pensava pertencer a uma subclasse única e confirmou que ultrapassa o que se pensava ser um limite superior de massa. Os seus achados, que estão on-line e serão publicados numa edição futura da revista Astrophysical Journal, podem afectar o modo como os cosmólogos medem a expansão do Universo.

Os cosmólogos usam as supernovas Tipo Ia – violentas explosões de núcleos de estrelas mortas denominadas anãs brancas – como uma espécie de régua cósmica para medir a distância à galáxia da supernova e, como tal, compreender o passado e o futuro da expansão do Universo e explorar a natureza da energia escura. Até recentemente, pensava-se que as anãs brancas não podiam exceder o que é conhecido como o limite de Chandrasekhar, uma massa crítica equivalente a cerca de 1,4 vezes a massa do Sol, antes de explodirem numa supernova. Este limite uniforme é uma ferramenta-chave na medição da distância das supernovas.

Acima:Imagem da supernova de tipo Ia, SN 1572. Crédito: NASA/CXC/JPL-Caltech/Observatório Calar Alto, Krause et al.

Desde 2003, foram descobertas 4 supernovas tão brilhantes que os cosmólogos ficaram na dúvida se as suas anãs brancas tinham ultrapassado o limite de Chandrasekhar. Estas supernovas foram apelidadas de supernovas “super-Chandrasekhar“.

Agora Richard Scalzo da Universidade de Yale, como parte de uma colaboração de físicos americanos e franceses com o nome de NSF (Nearby Supernova Factory), mediu a massa da anã branca que resultou numa destas raras supernovas, chamada SN 2007if, e confirmou que excede o limite de Chandrasekhar. Também descobriram que a invulgarmente brilhante supernova não só tinha uma massa central, como também uma concha de material que foi expelido durante a explosão, e um envelope de material pré-existente. A equipa espera que esta descoberta forneça um modelo estrutural a partir do qual se perceba melhor outras supernovas supermassivas.

Usando telescópios no Chile, Hawaii e Califórnia, a equipa foi capaz de medir a massa da estrela central, da concha e do invólucro individualmente, providenciando a primeira prova conclusiva de que o próprio sistema estelar realmente ultrapassou o limite de Chandrasekhar. Eles descobriram que a própria estrela parece ter tido uma massa 2,1 vezes a do Sol (+/- 10%), o que a coloca bem acima do limite.

O terem sido capazes de medir as massas de todas as partes do sistema solar fornece aos físicos mais informações acerca da evolução do sistema – um processo que é actualmente pouco conhecido. “Nós não sabemos muito acerca das estrelas que se transformam nestas supernovas,” afirma Scalzo. “Queremos saber mais acerca de que tipo de estrelas eram, e como se formaram e evoluíram ao longo do tempo.”

Scalzo acredita ser provável que SN2007if tenha resultado da fusão de duas anãs brancas, em vez da explosão de um única anã branca, e espera estudar outras supernovas super-Chandrasekhar para determinar se, também, podem ter envolvido uma fusão de duas anãs brancas.

Os teóricos continuam a explorar como estrelas com massa acima do limite de Chandrasekhar, que é baseado num modelo estelar simplificado, podem existir sem colapsar sobre o seu próprio peso. De qualquer modo, uma subclasse de supernovas dirigidas por uma física mais exótica pode ter um efeito mais dramático no modo como os cosmólogos as usam para medir a expansão do Universo.

“As supernovas são usadas para fazer afirmações acerca do destino do Universo e da nossa teoria da gravidade,” afirma Scalzo. “Se o nosso conhecimento das supernovas mudar, pode impactar significativamente as nossas teorias e previsões.” Fonte: Astroboletim Ciência Viva.

MRO mapeia vastos glaciares subsuperficiais em Marte

Novas imagens de radar obtidas por uma sonda da NASA mostram que vastos glaciares de gelo são comuns em Marte, mas temos que procurar por baixo da superfície para os encontrar.

Estes depósitos de gelo marciano escondido e enterrado foram confirmados pela primeira vez há dois anos atrás, mas estudos recentes do Planeta Vermelho pela Mars Reconnaissance Orbiter estão a revelar novas pistas de como o gelo pode ter aí chegado.

Os cientistas pensam que os glaciares de Marte podem ser “fósseis” de uma altura no seu passado, quando as placas de gelo regional recuaram.

“A hipótese é que toda a área estava coberta por uma camada de gelo durante um diferente período climático, e quando acabou, estes depósitos permaneceram aí, protegidos da atmosfera por uma camada de detritos,” afirma Jeffrey Plaut do JPL da NASA em Pasadena, Califórnia.

O gelo estende-se por centenas de quilómetros, numa região à latitude média de Marte chamada Deuteronilus Mensae.

Acima: Um instrumento de radar na sonda Mars Reconnaissance Orbiter da NASA detectou grandes depósitos de gelo glacial a latitudes médias em Marte. Crédito: NASA/JPL-Caltech/ASI/Universidade de Roma/Instituto de Pesquisa do Sudoeste.

Plaut e colegas recentemente usaram o instrumento de radar da MRO para compôr um mapa do gelo de Marte, “a partir de mais de 250 observações de uma área com aproximadamente o tamanho do estado da Califórnia.”

“Mapeámos toda a área com uma grande densidade de cobertura,” afirma Plaut. “Estas não são características isoladas. Nesta área, o radar detecta gelo subsuperficial espesso em muitos locais.”

Os investigadores apresentaram o mapa na 41.ª Conferência de Ciência Lunar e Planetária, que tem lugar esta semana perto da cidade americana de Houston.

Os estudos futuros deste gelo enterrado podem revelar mais sobre as condições ambientais da altura em que foram depositados. Os glaciares podem ser um alvo promissor para uma missão futura a Marte, afirmam os cientistas.

A Mars Reconnaissance Orbiter é a sonda mais poderosa jamais posta em órbita de Marte pela NASA.

Foi lançada em 2005 e alcançou o Planeta Vermelho em Março de 2006. Até à data, a sonda já enviou para a Terra mais de 100 terabits de dados e fotografias. Este valor é superior à soma combinada de todos os dados já enviados pelas outras missões a Marte. Fonte: JPL NASA. 

TERREMOTO NO CHILE

Terremoto do Chile mudou eixo da Terra e encurtou o dia

O dia foi reduzido em 1,26 microssegundos, o eixo da Terra se moveu 8 centímetros, e a ilha de Santa Maria, perto de Concepcion, elevou o seu nível em 2 metros.

O terremoto de 8,8 graus no Chile teria mudado o eixo da Terra e reduzido a duração dos dias, segundo a National Aeronautics and Space Administration (NASA), em um artigo publicado na edição eletrônica da revista Business Week.

Segundo Richard Gross, geofísico do laboratório da Nasa em Pasadena, Califórnia, os terremotos podem mover centenas de quilômetros de rocha em vários metros, mudando a distribuição da massa do planeta, o que afeta a rotação. Ele se apoia em um modelo de computador para calcular os efeitos.

“A duração do dia deve ter encurtado 1,26 microssegundos (milionésimos de segundo)”, disse Gross, acrescentando que, o eixo do planeta mudou 8 centímetros.

Segundo Andreas Rietbrock, professor de Ciências da Terra da Universidade de Liverpool, a ilha de Santa Maria, perto de Concepcion, teria aumentado em 2 metros o seu nível, como resultado do terremoto, depois de estudar as zonas afetadas e comparar com os terremotos anteriores. Rietbrock, no entanto, não pôde entrar em contato com os sismólogos chilenos.

Há precedentes em terremotos anteriores: no de 9,1 graus em Sumatra, em 2004, o dia reduziu em 6,8 microssegundos. Estas mudanças acontecem no dia do terremoto e permanecem para sempre. Fonte: Terra Chile.

CHUVA NO DESERTO

 

Semana interessante no mundo

 

Quem diz que não pode chover forte no deserto? No Oriente Médio, chuva intensa castigou no início da semana Israel, Egito e Jordânia. Em alguns pontos caíram em apenas 24 horas 200 milímetros, equivalente a vários anos de chuva, trazendo enchente até em cidades no deserto. Na Ásia, A pressão atmosférica ontem chegou a incríveis 1084 hpa em Tosontsengel, Mongólia, localidade que registra o recorde mundial de mais alta pressão já observada no planeta de 1085,6 hPa, em 18 de dezembro de 2001. Para se ter uma idéia, a pressão na tarde de ontem em Porto Alegre era de 1010 hPa e raramente supera os 1040 hPa no Brasil. O centro de alta extraordinário contribuiu para nevascas e frio excepcional no Noroeste da China. A região autônoma de Xinjiang Uygur registrou 42 graus negativos na quarta-feira e as maiores precipitações de neve em 60 anos.

 

 

Na Austrália, nevou em partes altas de Victoria e Nova Gales do Sul na segunda-feira. Em Bombala, Nova Gales do Sul, foi a primeira neve observada no verão desde o início dos registros em 1965. Já nos Estados Unidos, a Califórnia, muito vulnerável aos efeitos do El Niño, assim como o Rio Grande do Sul, finalmente, sente os impactos do fenômeno com muita chuva e temporais. O vento atingiu 150 km/h em Newport Beach e 148 km/h em Huntington, área de Los Angeles. Houve tornados.

 

 

Tempestade ainda mais forte, comparável às registradas nos anos 80, alcança a Califórnia hoje. O recorde de menor pressão atmosférica na história californiana (976 hPa de 27 de janeiro de 1916) deve ser batido. A chuva será torrencial em Los Angeles, onde devem ocorrer inundações e deslizamentos. No Arizona, Phoenix pode ter metade da média anual de chuva em um só dia. (Imagem da agência Xinhua e reprodução do Orange County Register). Autor: Alexandre Amaral de Aguiar Fonte: Metsul.

ESTORNINHOS EUROPEUS

 

Revoada de pássaros assusta moradores na Califórnia

 

Estorninhos europeus escureceram os céus em Sacramento

 

 

Cerca de 500 mil aves participaram das evoluções

 

Moradores do condado de Sacramento, no estado americano da Califórnia, assustaram-se no fim da tarde de sexta-feira (11) com uma revoada de pássaros. As aves formaram uma nuvem escura, com desenhos e manobras incríveis. Motoristas chegaram a parar seus carros para acompanhar o fenômeno. Segundo um especialista, tratava-se de estorninhos europeus, que costumam fazer as acrobacias no fim do dia. De acordo com ele, cerca de 500 mil aves participaram das “evoluções”. Fonte: G1.

 

Olhe sempre para o Céu!

SOBRE-HUMANO

CULTURA ESPACIAL

PEDAGOGIA URBANA

Acima: Ben Underwood e sua mãe.

“Eu nunca disse que ele era diferente dos outros, porque não existem diferenças.”

Quem passa distraído por uma rua em um subúrbio da cidade de Sacramento, Califórnia, tem a impressão de que Ben Underwood é um adolescente como os outros. Ele tem 16 anos, está sempre sorrindo e é brincalhão. Apaixonado pelo basquete e pra lá de abusado na bicicleta.

Em quase tudo, ele é como os amigos do bairro, não fosse por um importante detalhe: ele é cego. Aos 3 anos, apareceram manchas brancas nos olhos de Ben. Os médicos diagnosticaram câncer nas retinas e, mesmo depois de duas cirurgias, ele perdeu completamente a visão.

Fez experiências com a bengala, só que ficou tão perdido e desistiu. E, sem que ninguém lhe ensinasse, acabou desenvolvendo uma habilidade incomum: começou a estalar a língua e descobriu que era possível “enxergar” com os ouvidos. Criou uma espécie de radar, ou sonar. Ele se orienta pelo eco do som que produz.

Hoje, enquanto caminha, sabe exatamente onde estão os carros. Na bicicleta, ele aponta mostrando que tem uma árvore à direita.

“Quando eu estava andando por aqui, antes, eu detectei a árvore. E agora sei exatamente onde ela está. Eu posso ouvir que tem uma árvore aqui, diz o adolescente.

Durante muitos anos, Ben usou o método instintivamente, sem saber que estava reproduzindo algo conhecido pela natureza. É o que a ciência define como eco-localização, comum entre os golfinhos e morcegos, mas extremamente raro entre os seres humanos.

A mãe acredita que o filho desenvolveu essa habilidade porque nunca disse a ele que estava cego. Desde pequeno, ele aprendeu a ver com os outros sentidos.

“Eu nunca deixei ele perceber que eu estava com medo e nunca chorei na frente dele. Eu nunca disse que ele era diferente dos outros, porque não existem diferenças”, continua a mãe. (Fonte: Fantástico – Brasil)

 

Mais informações AQUI.

ROTA IMPOPULAR

PESQUISA URBANA

 

FUTURO TEMÁTICO

CULTURA ESPACIAL 

2008 - O Ano do Planeta Terra

LUZES ESTRANHAS NO CÉU DA CALIFORNIA

Acima: Luzes estranhas e desconhecidas filmadas na Califórnia, no dia 01 de Janeiro de 2008.

 

PREPARANDO O FUTURO

- OS CONSTRUTORES DE FATOS -

Cidade de Riolândia quer lucrar com fama de ‘terra dos ETs’

SÃO PAULO – Os estranhos círculos que apareceram num canavial em Riolândia, a 565 quilômetros de São Paulo, transformaram a pousada de pescadores onde o fenômeno ocorreu num ponto turístico. Até uma excursão está sendo organizada para levar os curiosos para o novo point da cidade. Na prefeitura, segundo a funcionária pública Ana Maria Leal Pereira, um cartaz-convite foi afixado com o desenho de um ET tendo ao fundo a foto do canavial marcado, como no filme “Sinais”. Nele está escrito: visita à Pousada do ET, R$ 10 por pessoa inclui passagem e comes e bebes no local. Ana Maria não se conteve e foi ver o desenho no canavial antes da excursão. Ela diz que já fez sua adesão para voltar com a caravana que visitará a pousada à noite. – Acho que vai ser a maior farra. Vamos ficar até de madrugada, vai ter até churrasco e cachorro-quente. Em toda a rodinha o assunto é o ET. O filho de Ana Maria, Aldo Rosa Pereira, acredita que os ETs estão procurando estabelecer contato e até teoriza sobre o formato da marca deixada no canavial. “A nave não pousou, ela só parou no ar, bem perto da cana. Os círculos menores foram formados por sondas ou patas da nave que tocaram o solo”, diz. As piadas sobre o acontecimento também são um prato cheio nas ruas. Dizem que a nave parou sobre a cana porque acabou o combustível e foi preciso reabastecer. A outra versão é que vieram buscar amostras para roubar a fórmula do etanol. Já nos botecos, a opinião é de que os visitantes queriam mesmo é uma boa caninha. Nem o presídio de Riolândia foi perdoado. Moradores afirmam que as quadrilhas estão ficando tão especializadas que já contratam até disco-voador para resgatar preso através de abdução. O arrendador da pousada e única testemunha visual da visita da nave que originou o círculo de quase 60 metros de diâmetro em seu quintal, Maurício Pereira da Silva, diz que está levando até fama de louco. – Não queria nem que isso tivesse vazado. Quem contou para a televisão foi um hóspede que estava aqui. Tenho medo até de perder as reservas que tenho para o Carnaval – afirma. Dezenas de pessoas passam todos os dias pela pousada desde a última quarta-feira e a procura, segundo ele, está aumentando ainda mais. Além do misterioso círculo do canavial, Riolândia tem também outro acontecimento incomum: um político que não mente. O prefeito da cidade, Maurílio Viana (PSB), admite não ter idéia do que causou o fato. – Com esse valor do álcool, os ETs devem estar atrás de uma muda de cana – ironiza. A resposta, então, está com o presidente do Instituto Nacional de Investigação de Fenômenos Aeroespaciais, Claudeir Covo, de 57 anos, e estudioso de objetos voadores não-identificados há 48 anos: – Até agora, não se tem certeza do que realmente aconteceu – diz o ufólogo. Covo ainda não foi à cidade, mas acompanha as investigações sobre o caso por meio de amigos. O ufólogo sugeriu a um deles a realização de um teste com a terra dentro e fora do círculo do canavial. – Quando há um pouso de disco voador, ocorre uma alteração química no solo. A gente pega a terra, põe em dois potinhos e planta alpiste neles pra ver se os brotos crescem de forma idêntica – explica ele. Na maioria dos casos em que foi comprovado que houve pousos de óvnis, segundo Covo, o alpiste se desenvolveu mais devagar na amostra de terra que estava dentro da marca. (Fonte: UFOGENESIS)

OLHE SEMPRE PARA O CÉU!