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Fotos da superfície de Marte

Fonte: Pravda.ru

AINDA CÉTICOS

Ceticismo climático atinge recorde nos EUA, diz pesquisa

Quase metade dos americanos acredita que as preocupações com o aquecimento global são exageradas, assim como cada vez mais pessoas duvidam de que graves crises ambientais vão ocorrer por causa dele. Os dados são de uma nova pesquisa, feita pelo Instituto Gallup.

As dúvidas aparecem enquanto o presidente Barack Obama pressiona o Congresso para aprovar uma legislação que reduza as emissões de gases de efeito estufa no país.

Com eleições parlamentares a menos de oito meses, muitos congressistas estão hesitantes em aceitar uma lei referente às mudanças climáticas, especialmente se o interesse dos eleitores nela estiver diminuindo.

Sem apoio do Senado, dificilmente Obama conseguirá atingir a meta de reduzir em 17% as emissões dos EUA até 2020, em comparação com os níveis de 2005. O país é historicamente o maior poluidor do mundo.

A nova sondagem, feita entre 4 e 7 de março, indica que 48% dos americanos agora acreditam que a seriedade do aquecimento global é exagerada, contra 41% ano passado e 31% em 1997, quando foi feita a primeira pesquisa.

“Climagate”

O resultado aparece logo após a descoberta de que certos detalhes das descobertas científicas que entraram nos relatórios do IPCC (o Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática da ONU) estavam ou errados ou exagerados.

Também contribuiu para minar a confiança na ciência climática o vazamento de e-mails de cientistas britânicos ligados ao IPCC, no ano passado. Os e-mails revelavam comportamentos profissionais duvidosos e tentativas de negar informação a céticos do clima.

Especialistas dizem que, apesar dos erros, as evidências disponíveis sustentam a ideia de que um planeta mais quente vai fazer com desastres naturais se tornem mais frequentes.

A maioria dos americanos ainda acredita que o aquecimento global é real, mas a porcentagem está diminuindo e é a menor desde 1997.

Mais de um terço dos entrevistados disse que os efeitos do aquecimento global nunca vão acontecer (19%) ou que não acontecerão enquanto eles estiverem vivos (16%).

Um número crescente duvida de que o aquecimento global esteja relacionado a atividades humanas: 50% apontam essa causa, contra 46% que dizem que a responsabilidade é de mudanças naturais. Para comparar, esses valores eram de 61% e 31% em 2003.

A pesquisa entrevistou mais de mil adultos e tem uma margem de erro de quatro pontos. Fonte: Folha.

Laboratório dos EUA pesquisou fenômenos paranormais por 60 anos

“Unbelievable” (“Inacreditável”) de Stacy Horn; Ecco, 294 págs., US$ 24

Em uma de suas frases de efeito mais conhecidas, Albert Einstein teria dito, segundo sua secretária: “Eu jamais acreditaria em fantasmas, mesmo que eu visse um”. Vinda de um físico, essa atitude pode parecer brusca, já que a física sempre se inspirou em observações de fenômenos aparentemente estranhos. Em se tratando mesmo de eventos fantasmagóricos, porém, a ciência parece não ter chegado a um consenso sobre como tratá-los, seja para prová-los, seja para simplesmente descartá-los.

Em parte, a crença em coisas como telepatia e psicocinese ainda existe porque poucos acham hoje que vale a pena gastar tempo (e queimar a reputação) tentando estudá-las. Pelo menos um homem sério, porém, já teve a coragem (ou a imprudência) de embarcar na empreitada de tentar levar a parapsicologia para um laboratório. Sua história é contada no recém-lançado “Unbelievable” (“Inacreditável”), da jornalista americana Stacy Horn.

O aventureiro em questão foi o botânico Joseph Banks Rhine, que decidiu mudar de área e conseguiu apoio para montar um laboratório de parapsicologia na prestigiosa Universidade Duke, na Carolina do Norte (EUA), em 1935. Eram outros tempos.

Na época, a comunidade científica não era tão avessa a questões espirituais, e Rhine tinha certa reputação, ainda. Interessado num problema que era considerado aberto, antes de ter seu laboratório o cientista ganhou reputação ao desmascarar falsos médiuns.

Intrigado com relatos em que não parecia haver fraude, porém, Rhine decidiu usar o laboratório para verificar se, em experimentos controlados, coisas como telepatia e clarividência de fato apareciam.

E apareceram. Mas, como esperado, a interpretação dos resultados não é bem algo que se possa chamar de consenso.

Por décadas, Rhine e seus colegas foram à caça de médiuns para testá-los em um engenhoso experimento bolado em seu laboratório na Duke: adivinhação de cartas. Ao longo dos anos, cientistas testaram laboriosamente a habilidade de voluntários repetidas vezes até formar, com cada um deles, um corpo de dados que tivesse alguma significância estatística.

Outro teste era feito com dados. Pessoas com suposta habilidade de telecinese eram avaliadas enquanto tentavam influenciar os resultados obtidos movendo os cubos de resina com a força da mente.

Clarividência

O acervo do laboratório registra mais de 10 mil sessões de testes, a maioria deles decepcionantes. Alguns poucos voluntários, porém, conseguiam adivinhar cartas com taxa de acerto maior do que se esperaria por puro acaso.

E lá estava a prova de que a clarividência existiria: planilhas mostrando que alguns poucos voluntários tinham obtido sucesso que não é explicável apenas pela sorte.

Qualquer pessoa com um mínimo de ceticismo, claro, torce o nariz. Quem garante que o próprio Rhine não estava trapaceando? Horn dedica boa parte do livro a mostrar como o cientista conseguiu proteger razoavelmente bem os seus dados de críticas de manipulação.

Sem uma teoria minimamente plausível para explicar seus experimentos, porém, o laboratório da Duke também não conseguiu convencer grupos sérios de outras universidades a tentarem reproduzir os experimentos. E, mesmo que o bombardeio dos céticos nunca tenha cessado, o laboratório acabou sendo mais vítima da descrença de amigos.

Planilhas cheias de números, claro, não são tão interessantes quanto relatos anedóticos de “poltergeists” e histórias de fantasmas. O laboratório até chegou a investir um pouco em “pesquisa de campo”, investigando casos supostamente reais que inspiraram os filmes “Poltergeist” e “O Exorcista”, mas Rhine rejeitou levar ao periódico “Journal of Parapsychology” estudos que não tivessem um corpo de provas rígido.

Muitos dos filantropos que bancavam o laboratório, porém, estavam interessados mesmo era em contatar entes queridos no além. Não queriam saber de dados e baralhos. E financiadores mais benevolentes, como a Fundação Rockefeller, também acabaram se vendo com reputação ameaçada.

Na década de 1960, Rhine fez algumas tentativas de reavivar o laboratório, entre elas a de receber o psicólogo Timothy Leary para testar se o LSD poderia dar habilidades de clarividência a pessoas normais. Aparentemente, foi divertido, e só.

O dinheiro para pesquisa em parapsicologia foi aos poucos indo embora. A Duke nunca fechou oficialmente o laboratório, hoje batizado de Centro Rhine. A Associação Americana para o Avanço da Ciência, apesar de não dar mais crédito ao tema, nunca desfiliou a Associação de Parapsicologia de Rhine. O físico John Wheeler, na década de 1970, defendeu isso, mas não foi atendido.

O livro de Horn, porém, talvez seja condescendente demais com Rhine ao descrever o debate de parapsicólogos contra céticos como um “empate”. Aí talvez valha uma velha regra: alegações extraordinárias exigem evidências extraordinárias. Acredite quem quiser que as planilhas de Rhine são a prova da clarividência.

Em se tratando de jornalismo, porém, um cético de mente mais fechada dificilmente levantaria a história fascinante que Horn esquadrinhou. Fonte: Folha Online.

O conselho dos Maias

23.12.2012

Caro amigo, nesse momento iremos entrar no tema central de nossos estudos, fazendo uma introdução sobre o que seria essa profecia, como a humanidade estaria contribuindo para que tal fato ocorresse, e talvez o mais importante, como seria nosso comportamento diante de tal acontecimento.

Não queremos tratar o assunto de forma sensacionalista, queremos apenas coloca-los a luz dos fatos, para que possam tirar suas próprias conclusões. Devemos também citar que as profecias maias eram tanto baseadas na vivência espiritual de seu povo quanto no estudo das características planetárias e universais, ou seja, o que será dito aqui foi fruto de estudos minuciosos, e não um fruto do acaso.

A profecia Maia que se refere ao ano de 2012 nos revela que a Terra irá passar por severas transformações, e é isso o que vamos detalhar a seguir:

A revelação fala sobre o final do medo, onde o mundo de ódio e materialismo terminará no dia 23 de dezembro de 2012. Nesse momento a humanidade deverá escolher entre continuar o seu comportamento egocêntrico e desaparecer do planeta como espécie, ou evoluir para que ocorra a integração do homem com o universo, passando assim a viver um momento harmônico espiritualista da sua história.

Cabe a nós desvendarmos o que seria realmente “desaparecer” do planeta como espécie, visto que a decisão tomada por cada um irá selar nosso destino nessa futura data.

Através de estudos sobre o sol, os Maias descobriram que o tempo se comporta de maneira cíclica, e não linear. Segundo eles, não apenas a Terra gira ao redor do sol, mas também todo o sistema solar se move em um movimento periódico. Tal movimento faz com que o sistema solar se aproxime ou se afaste do centro da galáxia, que possui uma grande fonte de luz e energia. Descobriram que esse movimento se trata de uma elipse, e que seu ciclo completo tem duração de 25.625 anos. Chamamos esse ciclo de Dia Galáctico. Quando o percurso chega na metade, estamos perto do centro da galáxia, ou seja, estamos próximos da luz central, dessa forma dizemos que estamos no Dia da Galáxia.

Na continuação do percurso, o sistema solar vai se afastando do centro da galáxia, estando na sombra ou escuridão, o que chamamos de Noite da Galáxia. Dessa forma podemos concluir que a galáxia possui ciclos de estações. O resultado do nosso movimento de rotação ao redor do sol são as estações: primavera, outono, verão e inverno. Já o resultado do movimento de rotação do sistema solar em relação ao centro da galáxia são os seguintes estados: Manhã da Galáxia, Médio dia da Galáxia, Tarde da Galáxia, Entardecer da Galáxia/Noite da galáxia e Profunda noite da Galáxia.

A cada passagem de estados, de 5125 anos em 5125 anos, o sol recebe uma intensa energia vinda do centro da galáxia (Sol central da galáxia), que faz com que aconteçam as erupções solares. Os Maias dataram o início do atual ciclo galáctico em 10 de agosto de 3113 a. C, e que ao fechamento desse ciclo de duração de 5125 anos, o sol receberá um forte raio sincronizador proveniente do centro da galáxia, trocando sua polaridade e produzindo uma gigantesca labareda radiante. Com o Sol trocando a sua polaridade, a Terra se verá obrigada a inverter também o seu campo magnético, visto a influência gravitacional que o Sol exerce sobre nosso planeta. E essa data de fechamento se dá exatamente no ano de 2012 d.C.

O Ciclo Galáctico

O Ciclo Galáctico de 25.625 anos está dividido em 5 ciclos de 5.125 anos:

O 1º CICLO DA GALÁXIA – é o ciclo da MANHÃ GALACTICA, quando o sistema solar acaba de sair da escuridão para entrar na luz. É um período de gestação, de conformação.

O 2º CICLO DA GALÁXIA – é o ciclo do MEDIODIA DA GALÁXIA; onde o Sol central é muito forte, é uma etapa de desenvolvimento que culmina com sua maior expressão.

O 3º CICLO DA GALÁXIA – é o ciclo da TARDE DA GALÁXIA; começa-se a sentir menos a luz.

O 4º CICLO DA GALÁXIA – é o ciclo do ENTARDECER / NOITE DA GALÁXIA; o entardecer se converte em noite, onde se realiza uma tomada de consciência de todo o fato.

O 5º CICLO DA GALÁXIA – é o ciclo da PROFUNDA NOITE DA GALÁXIA, que volta a dar inicio a outros 5 ciclos de 5.125 anos, e assim eternamente….…

….início de uma nova era.

Os Maias asseguravam que sua civilização era a 5º iluminada pelo Sol, o quinto grande ciclo solar (ou seja, estamos no entrando no sexto dia solar), e que antes tinham existido sobre a Terra outras 4 civilizações que foram destruídas por grandes desastres naturais. Acreditavam que cada civilização é só um degrau na ascensão da consciência coletiva da humanidade. Para os Maias, no último cataclismo, a civilização foi destruída por uma grande inundação que deixou uns poucos sobreviventes dos quais eles eram descendentes; pensavam que ao conhecer o final desses ciclos muitos seres humanos se prepararam para isso, tinham conseguido conservar no planeta à espécie pensante, o homem. Dizem-nos que a mudança dos tempos, nos permite ascender um degrau na escala evolutiva da consciência, nos dirigir a uma nova civilização que viverá em maior harmonia e compreensão para todos os seres humanos.

 

A 1º profecia (de 7 profecias) nos fala do TEMPO DO NÃO TEMPO, um período de 20 anos ou KATUN, dos últimos 20 anos do grande ciclo de 5.125 anos, ou seja, de 1992 até 2012. Profetizaram que durante estes anos, manchas de vento solar cada vez mais intensas apareceriam no Sol, que desde 1992 a humanidade entraria em um período de grandes aprendizagens, de grandes mudanças, que nossa própria conduta de depredação do planeta contribuiria para que estas mudanças acontecessem.

A 1ª profecia diz que estas mudanças vão acontecer para que compreendamos como funciona o universo e para que avancemos a níveis superiores de consciência, deixando atrás o materialismo e nos liberando do sofrimento.O Livro Sagrado Maia do CHILAM BALAM, diz: “Ao final do último Katun (1992-2012) haverá um tempo em que estarão imersos na escuridão, mas logo virão os homens do Sol trazendo o sinal futuro”. Despertará a Terra pelo norte e o poente, o ITZA despertará.

A 1ª profecia diz que 7 anos depois do último KATUN, ou seja, em 1999, começaria uma época de escuridão que faria com que todos enfrentassem a escuridão de suas condutas. As palavras de seus sacerdotes seriam escutadas por todos nós como um guia para despertar.

Eles falam desta época como aquela em que a humanidade entrará no Grande Salão dos Espelhos, uma época de mudanças para que o homem possa enfrentar a si mesmo, para que se olhe e analise seu comportamento com ele mesmo, com outros, com a Natureza e com o Planeta. Uma época onde toda a humanidade, por decisão consciente de cada um de nós, decide trocar o medo e a falta de respeito de todas nossas relações. A partir de 13 de agosto de 1999 começou a correr os últimos 13 anos, a última oportunidade para nossa civilização, para realizar as mudanças que nos conduzam ao momento da regeneração espiritual e a uma Nova Era Dourada planetária.Predisseram que desde essas datas as forças da Natureza serão o catalisador de uma série de mudanças de tal magnitude que o homem se verá impotente para contê-las. A segurança que temos em todos os sistemas e na tecnologia que criamos a nosso redor começará a fraquejar, já não poderemos aprender mais desta civilização, da forma que estamos organizados socialmente. Disseram que nosso desenvolvimento interno necessita um lugar melhor.

Muitas das vezes nos perguntamos até onde pode ir a crença humana, o crer, o duvidar, o saber e o revelar. Independente de sua escolha, existe algo que nos une, que faz de nos semelhantes e próximos. Esse algo é a nossa existência, que poderá ser colocada a prova nesse dia profético, que fará de nós seres com os mesmo medos, com os mesmos receios.

Mas não se preocupe, você não estará sozinho. Não nesse dia. Fonte: doismiledoze.com.

Mar da Sibéria borbulha com metano e pode piorar aquecimento

A imagem de um mar inteiro borbulhando como um colossal copo de sal de frutas pode parecer engraçada. Mas cientistas da Rússia e dos EUA que observaram algo parecido com isso no Ártico garantem que não há motivo para rir: as bolhas são de metano, um gás-estufa poderoso, e seu vazamento em águas siberianas pode significar que um dos efeitos mais temidos do aquecimento global está em pleno curso.

O grupo liderado pelos russos Natalia Shakhova e Igor Semiletov, da Universidade do Alasca em Fairbanks e da Academia Russa de Ciências, afirma que metade das águas do mar do leste da Sibéria está supersaturada de metano em sua superfície.

Em alguns pontos, a concentração do gás é cem vezes maior que a esperada. Em outros, até mil vezes.

 Editoria de Arte/Folha Imagem 

No verão, quando o mar descongela, o gás escapa para a atmosfera em bolhas, tão numerosas que podem ser detectadas por microfones na água.

O fenômeno foi mapeado por Shakhova e colegas entre 2003 e 2008, durante várias expedições ao mar do leste siberiano, uma região de 2 milhões de km2.

“A quantidade de metano saindo da Plataforma Ártica Leste-Siberiana é comparável ao total que sai de todos os oceanos da Terra”, afirmou a cientista em um comunicado.

O gás vem de vários depósitos de permafrost, ou solo congelado, abaixo do leito marinho. Esses solos, resquícios da Era do Gelo ricos em matéria orgânica, se decompõem liberando metano, gás com 21 vezes mais potencial de esquentar o planeta do que o CO2.

Segundo os cientistas, a liberação de uma parte que seja do metano estocado no fundo do mar do Ártico poderia provocar um aquecimento global descontrolado, com consequências catastróficas. No entanto, o próprio permafrost age como uma “tampa” para o gás, que fica aprisionado na forma de compostos estáveis.

Mas “essa tampa de permafrost está claramente perfurada”, afirmou Shakhova. Segundo ela, o aquecimento das águas árticas nas últimas décadas está acelerando o processo de degradação do permafrost.

“Feedback”

O derretimento desses solos submarinos lança ao ano 8 milhões de toneladas de metano no ar. Ainda é uma fração mínima do total desse gás emitido no mundo.

Porém, à medida que o aquecimento se intensifica, o vasto estoque de metano siberiano pode parar na atmosfera, provocando um “feedback” positivo: aquecimento causando mais aquecimento.

“Esses depósitos submarinos são uma fonte de metano diferente, que nunca havia sido considerada antes e que precisa ser monitorada”, disse Shakhova em teleconferência.

Segundo ela, o fato de que as águas da região são rasas –50 m, em média– torna o vazamento mais preocupante.

“Não dá tempo de o metano ser oxidado ou degradado no mar. Ele vaza direto para a atmosfera.”

O geoquímico alemão Martin Heimann, do Instituto Max Planck em Jena, elogia o trabalho do grupo, que chamou de “evidência convincente” em comentário na “Science”. No entanto, ele diz que ainda não está claro o que causa as emissões.

“Como ninguém tinha observado esse vazamento antes, não sabemos se ele resulta da lenta erosão do permafrost, ou se de fato foi disparado pelo aquecimento global”, disse Heimann.

O cientista diz que não está “nem um pouco alarmado” com o fenômeno. “Não vejo isso como uma catástrofe, certamente não como um ponto de virada climático”, afirma. No entanto, continua, “precisamos monitorar esse metano, porque ele pode de fato indicar um “feedback” positivo.” Fonte: Folha Online.

BERÇO DE FURACÕES

Alerta no berço dos furacões

Se as águas mais quentes que a média já favoreceram a nossa rara tempestade tropical Anita numa região em que este tipo de fenômeno é incomum, imagine as águas do mar em níveis recordes de aquecimento numa área conhecida como o berço dos furacões. O Oceano Atlântico nunca esteve tão quente em fevereiro no Oeste da África, considerada principal região de formação dos ciclones tropicais do Atlântico Norte, segundo estudos divulgados nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha. As observações datam de 1850, mas há períodos sem dados antes de 1910 e durante as duas grandes guerras. E as anomalias seguem muito acima da normal na região, como mostra a imagem do dia 11 de março.

Quanto mais quente o mar, maior o risco de furacões nas áreas do globo sujeitas ao fenômeno. No caso, 85% dos furacões intensos (categoria 3 a 5 na escala Saffir-Simpson) que afetam o Caribe têm origem na costa Oeste da África. Os mais temidos, chamados de furacões de Cabo Verde, por se formarem na costa africana, têm uma enorme área de oceano para avançar e ganhar força, fazendo com que se transformem não raro em tempestades um tanto poderosas e enormes. Hoje, a área do Atlântico com temperatura acima da média vai do litoral africano até Hispaniola, o que reforça a nossa preocupação com o Haiti e a região nos próximos meses. Já as águas do Golfo do México estão mais frias que o normal, mas as anomalias negativas tendem a diminuir. Fonte: Metsul.

DESPEDIDA DE ANITA

A despedida de Anita no Atlântico Sul

Mesmo passando à condição de extratropical na quarta-feira, a tempestade Anita não deixou de ser bela nas imagens de satélite. Aliás, entre quinta-feira e ontem, parecia tão tropical quanto antes em algumas imagens, apesar de verdadeiramente extratropical. O sistema, contudo, perdeu muito em organização nas últimas 24 horas e agora está praticamente dissipado. Apesar de ter passado à condição de extratropical, o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos manteve o best track de Anita até a tarde de ontem, sendo o último informe das 18Z (15h em Brasília) desta sexta-feira. A despeito de extratropical e muito menos organizada, pela última informação o ciclone mantinha 45 nós de vento sustentado em seu centro e pressão de 995 hPa. Fonte: Metsul.

ISOLAMENTO

A construção da teia

Tese discute por que não cresce a participação da pesquisa brasileira em redes internacionais

Enquanto várias nações conseguiram ampliar sua produção científica feita em colaboração internacional, os artigos de pesquisadores brasileiros escritos em parceria com estrangeiros estacionaram na casa dos 30% e vêm crescendo, em números absolutos, num ritmo menor do que as colaborações internas, aquelas que resultam do trabalho conjunto de cientistas da mesma nacionalidade. Essa evidência é um dos destaques de uma tese de doutorado sobre as redes de colaboração científica do país, defendida no ano passado por Samile Vanz, pesquisadora e professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), sob orientação de Ida Stumpf. Samile analisou 49.046 artigos brasileiros publicados em revistas indexadas na base Web of Science, da empresa Thomson Reuters, entre os anos de 2004 e 2006, e constatou que mais de 95% deles baseavam-se em algum tipo de colaboração. As parcerias dentro do próprio país respondiam por cerca de dois terços dos artigos e registraram estabilidade, com uma ligeira alta: de 69,2% do total em 2004 para 70,1% em 2006. Já o nível de colaborações internacionais apresentou uma pequena oscilação negativa.

A proporção de artigos brasileiros com pelo menos um autor estrangeiro, que era de 30,8% do total em 2004, foi a 30,1% em 2005 e a 30% em 2006. A estabilidade nesse patamar chamou a atenção da pesquisadora, num período em que a produção científica brasileira cresceu a taxas anuais que chegam a 8%, sendo responsável atualmente por 2% da produção mundial e 45% da América Latina, e políticas para ampliar a inserção internacional foram criadas – no início dos anos 2000, a Coordenação de Aperfeiçoamento do Pessoal de Nível Superior (Capes) passou a conceder os conceitos mais elevados (6 e 7) apenas a programas de pós-graduação que mantivessem colaborações internacionais. “O trabalho em colaboração está crescendo no Brasil e é responsável por quase a totalidade da produção científica indexada, mas as parcerias internacionais oscilam sem conseguir avançar”, conclui Samile Vanz.

A quantidade de artigos escritos em coautoria é usada como indicação da colaboração científica entre países, instituições e pesquisadores, ou entre setores (academia, governo e empresas privadas). Embora existam caminhos para ampliar a inserção internacional da pesquisa que não necessariamente resultam na publicação de artigos, como o intercâmbio de alunos de pós-graduação e a participação em congressos e workshops, a importância para a pesquisa brasileira do indicador de coautoria já foi observada em vários estudos. Um deles, publicado em 2006 por Abel Packer e Rogério Meneghini, do Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (Bireme), analisou os artigos brasileiros com mais de 100 citações na base Web of Science entre os anos de 1994 e 2003. Constatou-se que 84,3% deles eram fruto de parcerias com outros países. Outro estudo de Rogério Meneghini publicado em 1996 mostrara que artigos resultantes de colaborações internacionais têm, em média, quatro vezes mais citações do que os trabalhos que envolvem colaborações nacionais, os quais, por sua vez, têm impacto 60% superior aos publicados por um único autor.  “O Brasil precisa lutar para que sua pesquisa tenha uma inserção internacional maior, porque isso dará mais visibilidade à sua produção e significará o acesso a recursos e equipamentos que não estão disponíveis quando se faz pesquisa de forma isolada”, afirma a pesquisadora Samile, cujo trabalho teve a colaboração de um grupo especializado em bibliometria da China – ela fez um estágio doutoral de um ano num laboratório da Universidade Tecnológica de Dalian, onde aprendeu técnicas de tratamento e análise de dados utilizados na tese.

A tendência ao trabalho colaborativo é justificada, segundo a literatura, por múltiplos fatores, que vão desde a necessidade de dividir custos de equipamentos e de se relacionar com pesquisadores de outros campos do conhecimento em estudos interdisciplinares até a ampliação do acesso a financiamentos e o desejo de aumentar a bagagem acadêmica, conhecer novas metodologias e desenvolver habilidades por meio do contato com quem tem mais experiência. O advento da internet e das redes sem fio facilitou o acesso de pesquisadores separados por grandes distâncias. As motivações para a colaboração, diz Samile, não são as mesmas em todos os campos do conhecimento. Na matemática, por ser uma disciplina teórica, as parcerias tendem a resultar da necessidade de trocar ideias e debater problemas. Já na física a colaboração é fortemente marcada pela necessidade de compartilhar equipamentos custosos, como aceleradores de partículas.

Os cerca de 30% de colaborações obtidas pelo Brasil nem de longe representam um dado trivial. “A estabilidade desses números mostra que temos uma comunidade científica consolidada, com grupos fortes em várias áreas que conseguem caminhar sozinhos”, diz Jacqueline Leta, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que participou da banca da tese de Samile. “Uma explicação possível é que a comunidade científica formal, que é aquela que celebra as parcerias, está relativamente estabilizada. O que vem crescendo não é o número de pesquisadores, mas o de estudantes de pós-graduação, para quem produzir em colaboração é uma tarefa mais difícil”, afirma. Segundo Jacqueline, países pequenos tendem a ter índices de colaboração muito elevados, o que denota dependência de sua comunidade científica. Os 30% do Brasil estão acima dos cerca de 25% obtidos pelos Estados Unidos, responsáveis por mais de um terço de toda a produção científica do planeta. Mas se encontram abaixo de outros países da América Latina, como Chile, Argentina e México. A Europa vem ampliando seus índices de colaboração. Eles chegam a 50% da produção, o dobro de duas décadas atrás, e foram impulsionados por políticas no âmbito da União Europeia de aproximação dos cientistas de seus países membros. O nível europeu é duas vezes maior que o de países como Estados Unidos e Japão, mas o patamar desses países também vem crescendo, num sinal de crescente internacionalização da pesquisa. Fonte: Pesquisa Fapesp Online.

Rara tempestade tropical formada entre as costas gaúcha e catarinense é batizada Anita

Os centros meteorológicos regionais e as empresas de Meteorologia do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, em conjunto, decidiram batizar a rara tempestade tropical que se formou na costa da região entre os dias 9 e 10 de março, classificada pela Meteorologia dos Estados Unidos sob o código 90Q, com o nome Anita, em alusão à figura de Anita Garibaldi. A escolha de um nome feminino levou em conta a formação do ciclone após o Dia Internacional da Mulher e foi determinada a partir de personagem que pudesse representar as histórias do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, os dois estados afetados pela tempestade. Nascida na cidade catarinense de Laguna, Ana Maria de Jesus Ribeiro da Silva, que entrou para a história como Anita Garibaldi, morreu jovem na Itália em agosto de 1849. Conhecida como a heroína dos dois mundo, teve ativa participação durante a Revolução Farroupilha e na República Juliana, sendo recordada até hoje pela coragem e bravura.

O Atlântico Sul, por ser uma região do planeta onde ciclones tropicais são muito raros, não possui um centro meteorológico de área escolhido pela Organização Meteorológica Mundial (OMM) que promova o acompanhamento regular e a previsão deste tipo de fenômeno, quando eles ocorrem. Inexistindo centro meteorológico de área encarregado dos prognósticos para este tipo de tempestades, também não há uma lista de nomes nem tampouco uma instituição previamente encarregada da escolha dos nomes e a respectiva designação dos ciclones tropicais. Entendendo que para menções e estudos futuros, e, principalmente, a fim de facilitar a comunicação com o público, a escolha de um nome localmente conhecido para a rara tempestade mostra-se mais adequada que a utilização de um código numérico gerado no exterior.

O nome Anita já foi utilizado antes para designar ciclones tropicais no Atlântico Norte, Oeste do Oceano Pacífico e no Sudoeste do Oceano Índico. Agora, batizará a segunda tempestade tropical até hoje observada na costa brasileira. Fonte: MetSul.

Aurora no Yukon com Traços Estelares

Crédito: Yuichi Takasaka / TWAN / http://www.blue-moon.ca/

Fixa a um tripé, uma câmara fotográfica pode registar os traços graciosos das estrelas à medida que o planeta Terra roda sobre o seu eixo. Mas a altas latitudes durante Março e Abril, pode também capturar uma aurora cintilando durante a noite. De facto, as noites que se seguem ao equinócio, tanto na Primavera como no Outono, oferecem uma estação favorável para os caçadores de auroras. As possibilidades são aqui demonstradas nesta paisagem espantosa e iluminada pela Lua, do território canadiano do Yukon. A imagem foi capturada nas primeiras horas da madrugada de dia 1 de Março, 60 km para sul de Dawson City. Para compôr a imagem, foram combinadas digitalmente muitas exposições curtas para seguir os arcos estelares, incluíndo ao mesmo tempo as cortinas aurorais também conhecidas como auroras boreais.

Senhor dos Anéis em oposição 

O planeta Saturno vai em breve alcançar a oposição, colocando-se na posição exactamente oposta ao Sol no céu da Terra. A oposição terá lugar na Segunda-feira, dia 22 de Março, pelas 00:16.

Saturno em oposição traz com ele vários efeitos. Principalmente, significa que Saturno nasce ao pôr-do-Sol e põe-se ao nascer-do-Sol, por isso é visível toda a noite em qualquer sítio do mundo. Ao pôr-do-Sol, Saturno está a nascer a Este, e ao nascer-do-Sol está a pôr-se a Oeste. À meia-noite (local), Saturno está alto no céu a Sul [no hemisfério Norte], ou alto no céu a Norte no hemisfério Sul.

A maioria dos astrónomos afirma que a primeira vez que observam Saturno por um telescópio é um dos pontos altos astronómicos das suas vidas. Até que se observe os anéis de Saturno com os nossos próprios olhos, é difícil acreditar que algo tão estranho e lindo possa existir.

Que poder óptico é necessário para observar os anéis? Embora haja quem afirme ter conseguido observá-los com menos, uma ampliação de 25 vezes é um mínimo realista. A esta ampliação, serão pequenos mas inconfundíveis. Observados num bom telescópio com 150 vezes de ampliação, os anéis e os seus detalhes tornam-se fascinantes.

Acima: Saturno estará em oposição no dia 22 de Março e será visível toda a noite. Crédito: Miguel Montes, Stellarium.

Estranhamente, a oposição é a pior altura para observar os anéis, porque a luz solar directamente em frente não permite o aparecimento de sombras. As melhores alturas para observar os anéis vêm um mês antes e depois da oposição, quando o Sol brilha num ângulo. Isto provoca uma sombra dos anéis no globo de Saturno, reforçando o efeito tri-dimensional.

Existem outras coisas para observar além dos anéis. Em primeiro lugar, os detalhes dentro dos anéis. Uma banda escura, denominada Divisão de Cassini, em honra ao seu descobridor Giovanni Domenico Cassini (1625-1712), divide o escuro anel exterior do anel interior mais brilhante. Por vezes é possível observar um ténue anel interior, conhecido como o Anel Crepe.

Enquanto Júpiter tem quatro luas brilhantes, Saturno tem um maior número e mais variedade de luas. A mais brilhante é Titã, a única lua do Sistema Solar grande o suficiente para ter uma densa atmosfera. As imagens de Titã obtidas pela sonda Cassini mostram-nos uma paisagem estranhamente familiar com montes e lagos, à excepção que esses lagos são de metano líquido e não água. Titã é facilmente visível em pequenos telescópios como um pequeno ponto de luz.

Com atenção e uma maior abertura, são visíveis mais luas de Saturno. Grande parte das maiores luas movem-se no mesmo plano dos anéis, inclinados relativamente a um observador na Terra. Um programa que simula um planetário, como o Stellarium, mostra as posições exactas das luas numa dada noite.

Jápeto é particularmente interessante. A sua órbita situa-se num plano que não os dos anéis e de outras luas brilhantes, e está regularmente longe do planeta. É aí necessária a ajuda de um destes planetários informáticos para a diferenciar das estrelas de fundo. Mas a sua característica mais estranha é a forma como muda de brilho, de um lado da sua órbita para o outro. Quando se encontra na elongação Este, como estará no dia 30 de Março, Jápeto terá magnitude 11,9. Na elongação Oeste, dia 7 de Maio, terá magnitude 10,1, quase duas magnitudes mais brilhante.

Acima: Posição do satélite Jápeto em relação ao planeta Saturno.
Crédito: Miguel Montes, Stellarium.
 

A variação no brilho de Jápeto era um mistério até que a Cassini enviou de volta imagens detalhadas da lua, que mostraram que o seu hemisfério principal (que se apresenta na nossa direcção a 30 de Março) é escurecido por material recolhido à medida que orbita Saturno, enquanto o seu hemisfério oposto é pristinamente esbranquiçado.

A mudança no brilho da Jápeto é facilmente observável se o seguir ao longo de uma órbita completa, 79 dias. Fonte: Astronomia Online.

ANTES DE CABRAL

São Vicente revela povoado construído antes do início oficial da colonização do Brasil

Descoberta arqueológica confirma a existência de povoado construído por portugueses antes do início oficial da colonização do Brasil

Acima: Arqueólogo trabalha no que restou da residência mais antiga do Brasil: uma parede confirma a existência de um povoado, de 10 a 12 casas, descrito em documento de 1526.

 Arqueólogos brasileiros identificaram aquela que pode ser a casa mais antiga do país. A construção situada em São Vicente, na Baixada Santista, teria sido erguida entre 1516 e 1520, antes mesmo da chegada de Martim Afonso de Sousa, fundador da vila, em 1532. As escavações foram realizadas nos fundos da Casa Martim Afonso, edificação tombada no início do ano passado. Ao explorar a área, arqueólogos descobriram uma parede, datada do século XVI, que confirma a existência de um povoado de 10 a 12 casas no local, descrito em um documento de 1526. Supõe-se que essa seja uma parte da Casa do Bacharel, residência do degredado Cosme Fernandes, que teria chegado em São Vicente antes de Martim Afonso. O “Bacharel”, como era conhecido, é citado em documento de 24 de abril de 1499 que relata uma viagem não oficial do explorador português Bartolomeu Dias ao Brasil. O degredado teria usado o povoado como entreposto para navegadores, para quem também oferecia seus préstimos de intérprete de línguas indígenas. Fonte: História Viva.