Síncrotron é afetado pelo terremoto no Chile
Tremor de terra no Chile provocou oscilações no feixe de elétrons; os danos ainda são desconhecidos

A oscilação foi percebida durante o monitoramento que ocorre em tempo integral no laboratório. (Foto: Cedoc/RAC)
O Laboratório Nacional de Luz Síncrotron, em Barão Geraldo, Campinas, registrou reflexos do terremoto que atingiu o Chile, na madrugada do último sábado. Houve oscilação no feixe de elétrons. Segundo informações do laboratório, até agora não há relatos de danos causados nas pesquisas em andamento naquele dia, mas é possível que no acúmulo dos dados apareçam distorções. Desde o dia 18 de janeiro deste ano, cerca de 88 pesquisas foram realizadas nas 15 linhas de luz do laboratório. A instabilidade foi identificada às 3h45, minutos após o tremor de terra de 8,8 graus de magnitude atingir a região central do Chile, e se tornar o quinto maior terremoto da história.
A oscilação foi percebida durante o monitoramento que ocorre em tempo integral no laboratório. Inicialmente, o técnico que acompanhava o desempenho da unidade percebeu a oscilação que durou alguns minutos e não conseguiu relacionar o problema na estabilidade do feixe e na distorção da órbita com qualquer evento interno.
De acordo com o coordenador do Grupo de Operações da Fonte de Luz Síncrotron, Ruy Hanazaki do Amaral Farias, o relato inicial não identificou o problema. “No dia seguinte, com a notícia do terremoto fizemos a relação. A distorção foi de 300 micrometros, cerca de 0,3 milímetros, considerada fora do comum dentro do laboratório e pouco acima da faixa de tolerância de 10%”, afirmou. Fonte: Cosmo.
