CLIMA EM CAMPINAS

 

Abaixo: Barão Geraldo, dia 17 de novembro de 2007, horizonte Norte, 14:23 horas. Carregadas nuvens passeiam pelo horizonte, num dia marcado por severo calor, chuvas e frio. (Foto: Daniel Pátaro)

 

Ceu de Barao Geraldo. 

  

PENSAR O PRESENTE PARA GARANTIR O FUTURO

  

Recentemente realizei uma pesquisa particular para tentar descobrir como anda a emissão de CO2 em Campinas. Isso me fez descobrir mais do que as emissões campineiras desse dióxido. Aos poucos vou destilar tal pesquisa e divulgar aqui no Rota Impopular. Pra começar, quero divulgar um interessante gráfico que encontrei no site Com Ciência.


 

Clima em Campinas.

Acima: Variação das chuvas médias anuais em Campinas e da cobertura florestal natural.

 

Pode-se observar que não existe uma alteração, com tendência secular, de aumento ou decréscimo nos totais pluviométricos, mas sim uma oscilação cíclica passando por um mínimo de 1000 milímetros e um máximo de 1700 milímetros em fases de cerca de 35 anos. Medidas diárias efetuadas entre 1940 e 1997 pelo DAEE, em 391 estações pluviométricas distribuídas pelo estado de São Paulo, após analisadas quanto à consistência, homogeneizadas e consolidadas em médias anuais, também na forma de média móvel – ordem 10 – estão representadas na mesma figura 1. Pode-se observar que existe uma clara tendência de ajuste das duas curvas, permitindo inferir que, possivelmente, o comportamento hidrológico da região de Campinas é bastante semelhante ao do estado. Observa-se ainda na mesma figura, que a diminuição da cobertura florestal natural, de cerca de 82% para 5%, desde o início até o final do século, não provocou alteração no regime pluviométrico.

 

Temperatura em Campinas.

Acima: Variação das temperaturas médias mínimas em Campinas.

 

A figura acima, elaborada com dados termométricos observados entre 1890 e 2000 no Centro Experimental do Instituto Agronômico de Campinas, mostra um acréscimo significativo de cerca de 0,02º C/ano na temperatura média mínima anual, ou seja, um aumento de 2º C nos últimos 100 anos. Deve-se salientar que essa variação não foi causada, necessariamente, pelo aumento do teor de dióxido de carbono na atmosfera, uma vez que a taxa de crescimento está distribuída uniformemente por todo o período. Fatores astronômicos podem ter sido a causa principal. (Mais informações)

 

Olhe sempre para o céu!

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