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Rover da Nasa fica mais esperto à medida que envelhece

O rover Opportunity da NASA, agora no seu 7.º ano em Marte, tem uma nova capacidade: a de tomar as suas próprias decisões acerca de observações novas e adicionais de rochas que avista ao chegar a um novo local.

O software, enviado este Inverno, é o exemplo mais recente da NASA em aproveitar a imprevista longevidade dos rovers gémeos para testes reais de condução marciana, tendo por base avanços feitos em autonomia robótica para missões futuras.

Agora, o computador do Opportunity pode examinar imagens que captura com a sua câmara de ângulo-largo, e reconhecer rochas que encaixam em critérios específicos, tais como formas redondas ou cores claras. Pode então centrar a sua câmara panorâmica de ângulo mais estreito no alvo escolhido e tirar múltiplas imagens com vários filtros.

Acima: O rover Opportunity tirou esta imagem em preparação para a primeira selecção autónoma de um alvo para observação futura. Crédito: NASA/JPL-Caltech.

“É uma maneira de obtermos mais dados científicos”, afirma Tara Estlin do JPL da NASA em Pasadena, Califórnia, EUA. Ela pertence à equipa que conduz os rovers, é membro sénior do Grupo de Inteligência Artifical do JPL e líder do desenvolvimento deste novo sistema de software.

O novo sistema é denominado AEGIS (Autonomous Exploration for Gathering Increased Science). Sem ele, as observações conseguintes estavam dependentes do envio das primeiras imagens para a Terra, para serem analisadas pelos operadores em busca de alvos interessantes nos dias seguintes. Por causa dos limites temporais e do volume de dados, a equipa pode escolher conduzir o rover novamente, antes que alvos potenciais sejam identificados ou antes de examinar alvos que não são da mais alta prioridade.

As primeiras imagens obtidas por um rover marciano, que escolheu o seu próprio alvo, mostram uma rocha com o tamanho de uma bola de rugby, com uma cor bronzeada e texturas sedimentares. Parece ser uma das rochas expelidas para a superfície quando um impacto cria uma cratera. O Opportunity apontou a sua câmara panorâmica para esta rocha após analisar uma foto de maior-ângulo obtida pela câmara de navegação do rover no final de uma condução a 4 de Março. O Opportunity decidiu que esta rocha em particular, era a que melhor preenchia os critérios indicados pelos cientistas de entre as mais de 50 avistadas na foto: grande e escura.

Acima: Imagens obtidas através de três dos filtros no novo programa informático do Opportunity são combinadas para pintar esta imagem aproximadamente em cores reais da rocha, com o tamanho de uma bola de rugby. Crédito: NASA/JPL-Caltech/Universidade de Cornell.
 

“Descobriu exactamente o alvo que queríamos”, afirma Estlin. “Esta selecção correu exactamente como tínhamos planeado, graças ao trabalho de muita gente, mas ainda é para nós surpreendente o modo como o Opportunity realizou uma nova actividade autónoma após mais de 6 anos em Marte”.

O Opportunity pode usar o novo programa informático em locais de paragem ao longo de um único dia de movimento ou no final da condução diária. Isto permite-lhe identificar e examinar alvos de interesse que ao invés poderiam ser negligenciados.

“Gastámos anos a desenvolver esta capacidade em rovers de pesquisa cá na Terra”, afirma Estlin. “Há seis anos atrás, nunca pensámos que a poderíamos usar no Opportunity”.

Os investigadores antecipam que o programa informático seja útil para instrumentos com campo de visão mais estreito em rovers futuros.

Outras actualizações do software do Opportunity e do seu gémeo, Spirit, têm sido implementadas desde o seu primeiro ano em Marte. Estas incluem a escolha de um caminho que contorna obstáculos e o cálculo da distância que o braço do rover tem que percorrer até tocar numa determinada rocha. Em 2007, ambos os rovers receberam a capacidade de examinar imagens do céu para determinar o que é nuvens e o que é diabos marcianos, e depois transmitir apenas as imagens seleccionadas. Esta actualização mais recente dá outro passo em frente, permitindo com que o Opportunity seja capaz de tomar decisões acerca de novas observações.

O software AEGIS permite aos cientistas mudar os critérios usados para a escolha de alvos potenciais. Em alguns ambientes, rochas escuras e angulares podem ser alvos de maior prioridade do que rochas claras e arredondadas, por exemplo. Fonte: Astronomia Online.

Ícone de videogames dos anos 80 brilha numa lua de Saturno

Um mapa de temperaturas com a mais alta resolução já obtida e imagens da lua gelada de Saturno, Mimas, registadas pela sonda Cassini, revelam padrões surpreendentes na superfície da pequena lua, incluíndo regiões quentes inesperadas que se assemelham com um “Pacman a comer um ponto”, e bandas impressionantes de luz e escuridão nas paredes de crateras. “Outras luas normalmente ganham mais protagonismo, mas ao que parece Mimas é mais bizarra do que pensávamos,” afirma Linda Spilker, cientista do projecto Cassini no JPL da NASA em Pasadena, Califórnia, EUA. “Certamente deu-nos novos puzzles para resolver.” A Cassini recolheu os dados no passado dia 13 de Fevereiro, durante a sua passagem mais rasante pela lua, marcada por uma enorme cicatriz denominada Cratera Herschel que se assemelha com a Estrela da Morte do filme “Guerra das Estrelas”.

Acima: Esta figura ilustra o padrão inesperado e bizarro de temperaturas diurnas na lua de Saturno, Mimas. Crédito: NASA/JPL/GSFC/SWRI/SSI.

Os cientistas que trabalham com o espectómetro infravermelho da sonda, o instrumento que mapeou as temperaturas de Mimas, esperavam temperaturas ligeiramente variantes, máximas à tarde perto do equador. Ao invés, a região mais quente o era de manhã, ao longo do terminador do disco da lua, o que compôs uma forma “Pacman” bastante definida, com temperaturas a rondar os 92 Kelvin. As restantes partes da lua eram muito mais frias, por volta de 77 K. Uma mancha mais quente e pequena – o ponto na boca do Pacman – apareceu em torno da Herschel, com uma temperatura por volta dos 84 K. A mancha quente na cratera faz sentido porque as paredes altas das crateras (cerca de 5 km) podem aí capturar calor. Mas os cientistas ficaram completamente surpreendidos pelo padrão em forma de V. “Nós suspeitamos que as temperaturas são diferenças reveladoras na textura da superfície”, afirma John Spencer, membro da equipa do espectómetro infravermelho da Cassini, do Instituto de Pesquisa do Sudoeste em Boulder, Colorado. O gelo mais denso rapidamente conduz o calor do Sol para longe da superfície, tornando-a fria durante o dia. O gelo quebradiço é mais isolante e captura o calor do Sol na superfície, por isso ela aquece. Mesmo que as variações na textura da superfície estejam por trás das diferenças de temperatura, os cientistas ainda não percebem porque é que existem limites tão bem definidos entre as regiões. É possível que o impacto que criou a Cratera Herschel tenha derretido gelo e espalhado água pela lua. O líquido pode ter congelado à superfície num ápice. Mas é difícil compreender o porquê desta camada superior ter permanecido intacta quando os meteoritos e outros detritos espaciais já a deveriam ter pulverizado, realça Spencer.

Acima: Cratera Herschel em 3-D. Crédito: NASA/JPL/Space Science Institute.

“Spray” gelado do anel-E, um dos anéis exteriores de Saturno, deve também manter Mimas relativamente clara em termos de cor, mas as novas imagens obtidas no visível pintam uma imagem de contrastes impressionantes. Os cientistas da equipa de imagem da Cassini não esperavam ver riscas escuras nas paredes brilhantes das crateras ou detritos estreitos e concentrados na base de cada parede. O padrão pode existir devido à maneira como a superfície de Mimas envelhece, afirma Paul Helfenstein, associado da equipa de imagem da Cassini, da Universidade de Cornell em Ithaca, Nova Iorque. Com o passar do tempo, a superfície da lua parece acumular um fino véu de minerais de silicato ou partículas ricas em carbono, possivelmente por causa de poeira meteórica que cai para a lua, ou impurezas já embebidas no gelo superficial. À medida que os quentes raios solares e o vácuo do espaço evaporam o gelo mais brilhante, o material mais escuro concentra-se e é deixado para trás. A gravidade puxa o material escuro para baixo na cratera, expondo o gelo fresco por baixo. Embora efeitos similares possam ser observados noutras luas de Saturno, a visibilidade destes contrastes numa lua continuamente re-pavimentada com pequenas partículas do anel-E ajuda os cientistas a estimar rácios de mudança noutros satélites. “Estes processos não são únicos em Mimas, mas as novas imagens em alta-definição são como a Pedra de Roseta da sua interpretação”, afirma Helfenstein. Fonte: Astronomia Online.

Foguete da Nasa destrói “arco-íris” no lançamento

Imagens divulgadas no site da Nasa mostram veículo dissipando parélio, fenômeno de luz semelhante ao arco-íris  

A Nasa já começou sua nova missão de exploração solar com um grande espetáculo no lançamento: o foguete Atlas V destruiu um parélio (espécie de arco-íris, confira explicação abaixo) que estava em seu caminho. Assista ao vídeo divulgado no site da Nasa. As imagens foram gravadas por Anna Herbst, uma garota de 13 anos que assistia ao lançamento no Cabo Canaveral:

O parélio é um fenômeno que acontece quando a luz solar é refratada em cristais de gelo em forma de placas nas nuvens. Durante o lançamento, o foguete Atlas V, que carregava o Observatório da Dinâmica Solar da Nasa (SDO), passou pela luz colorida formada pelo parélio. O choque produziu ondas que destruíram o alinhamento dos cristais de gelo e, consequentemente, acabaram com a espécie de “arco-iris” no céu.

No vídeo, podemos ouvir a comemoração dos que assistiam ao lançamento na Flórida e não esperavam o acontecimento. 

O SDO é um observatório construído pela Nasa para monitorar a atividade solar e fornecer imagens com qualidade IMAX da estrela. O choque com o parélio, não interferiu no lançamento, pelo contrário, foi visto pelos cientistas da agência como um sinal de que a missão já começou bem.

Até o final de fevereiro, o observatório estará em processo de entrar em órbita. Depois, os instrumentos serão ligados e as primeiras imagens do Sol estarão disponíveis no mês de abril. A missão de estudo do astro terá a duração de cinco anos. Fonte: Galileu.

RAIOS

INPE coordena conferência mundial sobre raios

Evento será no Rio em 2011

Maior conferência do mundo na área de eletricidade atmosférica, a XIV International Conference on Atmospheric Electricity (ICAE 2011) será realizada no Rio de Janeiro sob coordenação do Grupo de Eletricidade Atmosférica (ELAT) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

A conferência, realizada a cada quatro anos desde 1954, será sediada no hemisfério sul pela primeira vez. Até hoje poucos países tiveram a oportunidade de sediar o evento, entre eles os Estados Unidos, a Rússia, o Japão, a França, a Inglaterra, a Suécia e a China.

O Comitê Internacional de Eletricidade Atmosférica, pertencente à International Association of Meteorology and Atmospheric Science (IAMAS), elegeu o Brasil para ser sede da XIV edição da ICAE, que ocorrerá entre 5 e 8 de agosto de 2011 no Sheraton Rio Hotel & Resort. O portal do evento foi lançado nesta semana: www.icae2011.net.br.

A ICAE 2011 abordará todos os aspectos técnicos e científicos associados à ocorrência de fenômenos elétricos na atmosfera, em particular as descargas atmosféricas ou raios. O principal objetivo da conferência é apresentar o estado-da-arte das pesquisas realizadas no mundo.

A conferência será realizada ao longo de cinco dias, com apresentações orais na parte da manhã e apresentações em forma de pôster à tarde. O período de submissão de resumos vai de 1º de junho a 31 de outubro de 2010. O número de trabalhos técnicos deverá ser superior a 300, de autores de mais de 30 países.

Os tópicos que serão discutidos compreendem:

- Circuito Elétrico Atmosférico Global

- Eletricidade em tempo bom e íons atmosféricos

- Eletrificação de tempestades

- Física dos relâmpagos

- Relâmpagos e meteorologia

- Relâmpagos e clima

- Relâmpagos e química da atmosfera

- Efeitos das tempestades nas camadas superiores da atmosfera

- Tecnologias de detecção de relâmpagos e suas aplicações em engenharia

- Radiação energética produzida por tempestades

- Danos causados por relâmpagos e métodos de prevenção

Além dos trabalhos técnicos, estão previstas apresentações especiais de convidados sobre os principais avanços nas diferentes áreas. Entre os palestrantes deverão estar presentes os principais cientistas do mundo em eletricidade atmosférica.

Entre os temas a serem abordados na conferência destacam-se os resultados obtidos pelo comitê internacional criado pelo International Council on Large Electric Systems (CIGRE) para rever os parâmetros de descargas para aplicações em engenharia e os resultados obtidos pelo ELAT/INPE sobre o impacto das mudanças climáticas decorrentes do aquecimento global sobre a incidência de descargas no Brasil.

Durante a ICAE 2011 também será exibido o filme documentário “Fragmentos de paixão”, realizado com o apoio do ELAT/INPE, que deverá retratar os raios ao longo da história do Brasil, unindo ciência e cultura. O evento tem como principais patrocinadores Furnas Centrais Elétricas e EDP.

O Brasil na ICAE

Apesar de a ICAE ser realizada desde 1954, a primeira participação brasileira no evento ocorreu no XI Conferência realizada nos Estados Unidos em 1999, através de pesquisadores do ELAT/INPE. Em 2003, o coordenador do Grupo, Dr. Osmar Pinto Junior, foi eleito para o Comitê Internacional de Eletricidade Atmosférica da IAMAS, sendo o primeiro cientista da América do Sul a fazer parte do comitê. De lá para cá, a participação brasileira tem aumentado progressivamente. Na última conferência, realizada na China em 2007, o Brasil foi o quarto país em número de trabalhos técnicos apresentados, logo após China, Estados Unidos e Rússia, superando, assim, países tradicionais nesta área de pesquisa, como Japão, França e Inglaterra. Fonte: INPE.

Nasa encontra asteroides ‘invisíveis’ próximos à Terra

Telescópio infravermelho da agência espacial encontrou corpos escuros, que não refletem muita luz (por isso invisíveis aos telescópios comuns) orbitando perto do nosso planeta

Acima: Imagem de telescópio infravermelho mostra rastro de asteroide oculto aos equipamentos comuns. Crédito: NASA/JPL-Caltech/UCLA.

Uma missão da Nasa encontrou 16 asteroides “escuros” em órbitas próximas ao nosso planeta. Normalmente, a escuridão desses asteróides faz com que eles não sejam percebidos em missões que visam localizar objetos potencialmente ameaçadores à Terra. Por isso, o telescópio infravermelho Wise (Wide-Field Infrared Survey Explorer), lançado em 14 de dezembro começou a mapear o espaço em meados de janeiro para encontrar esse tipo de corpo celeste.

Os asteroides escuros absorvem a maior parte da luz solar que recebem e aquecem, por isso tornam-se visíveis sob a radiação infravarmelha emitida pelo telescópio. A maioria deles reflete menos de um décimo da luz solar que incide neles e, por isso, não são visíveis pelos métodos comuns. Um deles é tão escuro que reflete apenas 5% da luz. Fonte: Galileu.

Satélite tira foto inusitada de lua de Marte

No dia 7 de março, um satélite que voa ao redor de Marte flagrou um lado pouco conhecido de uma das duas luas do planeta, Fobos. Ela é rochosa e, pelo menos no lado fotografado, nem um pouco uniforme. Como a nossa lua, Fobos está virada sempre para o mesmo lado, por isso só algum veículo fora da órbita de Marte consegueria ver tal lado fotografado. A nave Mars Express, da Agência Espacial Europeia, fez exatamente isso. A foto foi tirada em altíssima resolução e só foi publicada agora.

Em 2011, a Rússia enviará uma missão chamada Fobos-Grunt para aterrissar na lua marciana, coletar amostras de solo e retornar para a Terra para análises. Fonte: Época.

MARTE NA TERRA

Foto mostra região da Antártida mais parecida com a paisagem de Marte

Vales Secos de McMurdo abrigam bactérias nas rochas

Acima: Foto foi tirada de instrumento instalado no satélite Terra (Foto: Nasa/GSFC/METI/ERSDAC/Jaros e ASTER Science Team).

Imagem divulgada pela Nasa mostra a região dos Vales Secos, a oeste do Estreito de McMurdo, na Antártida. A região foi assim batizada por causa de sua umidade extremamente baixa e falta de neve e de cobertura de gelo. Bactérias fotossintéticas foram localizadas no interior relativamente úmido das rochas da área. Cientistas consideram os Vales Secos o ambiente terrestre mais próximo do encontrado no planeta Marte.

A foto foi registrada pelo Aster, um dos cinco instrumentos de observação instalados no satélite Terra, lançado em 18 de dezembro de 1999. O Aster foi construído pelo Ministério da Economia, Comércio e Indústria do Japão. Um grupo de cientistas americanos e japoneses é responsável pela validação e calibragem do instrumento e pela consolidação dos dados produzidos pelo Aster. Fonte: G1.

VIDA NO GELO

Nasa descobre crustáceo que vive sob camada de gelo de 183 metros

Animal foi encontrado na Antártida, a 20 km do mar aberto

Parecido com um camarão, ele tem 8 cm de comprimento

Um animal parecido com um camarão foi descoberto por cientistas da Nasa, a agência espacial dos EUA, em um local da Antártida onde o mar está coberto por uma camada de gelo de 183 metros de altura. O crustáceo, que tem oito centímetros de comprimento, foi encontrado em um ponto que o mar aberto está a 20 quilômetros de distância. Fonte: G1.

Assista vídeo do animal desconhecido

Centauro A

Crédito: Tim Carruthers.

A apenas 11 milhões de anos-luz de distância, Centauro A é a galáxia activa mais próxima do planeta Terra. Com um tamanho de mais de 60.000 anos-luz, a galáxia elíptica peculiar, também conhecida como NGC 5128, está acima na imagem. Centauro A é aparentemente o resultado de uma colisão de duas galáxias normais, que resultou numa mistura fantástica de enxames estelares e correntes de poeira escura. Perto do centro da galáxia, restos de detritos cósmicos estão sendo devorados por um buraco negro central com mil milhões de vezes a massa do Sol. Tal como noutras galáxias activas, esse processo provavelmente gera a energia no rádio, em raios-X e em raios-gama irradiada por Centauro A.

Super Supernova: Sistema estelar de Anã Branca excede limite de massa

Uma equipa internacional liderada pela Universidade de Yale mediu, pela primeira vez, a massa de um tipo de supernova que se pensava pertencer a uma subclasse única e confirmou que ultrapassa o que se pensava ser um limite superior de massa. Os seus achados, que estão on-line e serão publicados numa edição futura da revista Astrophysical Journal, podem afectar o modo como os cosmólogos medem a expansão do Universo.

Os cosmólogos usam as supernovas Tipo Ia – violentas explosões de núcleos de estrelas mortas denominadas anãs brancas – como uma espécie de régua cósmica para medir a distância à galáxia da supernova e, como tal, compreender o passado e o futuro da expansão do Universo e explorar a natureza da energia escura. Até recentemente, pensava-se que as anãs brancas não podiam exceder o que é conhecido como o limite de Chandrasekhar, uma massa crítica equivalente a cerca de 1,4 vezes a massa do Sol, antes de explodirem numa supernova. Este limite uniforme é uma ferramenta-chave na medição da distância das supernovas.

Acima:Imagem da supernova de tipo Ia, SN 1572. Crédito: NASA/CXC/JPL-Caltech/Observatório Calar Alto, Krause et al.

Desde 2003, foram descobertas 4 supernovas tão brilhantes que os cosmólogos ficaram na dúvida se as suas anãs brancas tinham ultrapassado o limite de Chandrasekhar. Estas supernovas foram apelidadas de supernovas “super-Chandrasekhar“.

Agora Richard Scalzo da Universidade de Yale, como parte de uma colaboração de físicos americanos e franceses com o nome de NSF (Nearby Supernova Factory), mediu a massa da anã branca que resultou numa destas raras supernovas, chamada SN 2007if, e confirmou que excede o limite de Chandrasekhar. Também descobriram que a invulgarmente brilhante supernova não só tinha uma massa central, como também uma concha de material que foi expelido durante a explosão, e um envelope de material pré-existente. A equipa espera que esta descoberta forneça um modelo estrutural a partir do qual se perceba melhor outras supernovas supermassivas.

Usando telescópios no Chile, Hawaii e Califórnia, a equipa foi capaz de medir a massa da estrela central, da concha e do invólucro individualmente, providenciando a primeira prova conclusiva de que o próprio sistema estelar realmente ultrapassou o limite de Chandrasekhar. Eles descobriram que a própria estrela parece ter tido uma massa 2,1 vezes a do Sol (+/- 10%), o que a coloca bem acima do limite.

O terem sido capazes de medir as massas de todas as partes do sistema solar fornece aos físicos mais informações acerca da evolução do sistema – um processo que é actualmente pouco conhecido. “Nós não sabemos muito acerca das estrelas que se transformam nestas supernovas,” afirma Scalzo. “Queremos saber mais acerca de que tipo de estrelas eram, e como se formaram e evoluíram ao longo do tempo.”

Scalzo acredita ser provável que SN2007if tenha resultado da fusão de duas anãs brancas, em vez da explosão de um única anã branca, e espera estudar outras supernovas super-Chandrasekhar para determinar se, também, podem ter envolvido uma fusão de duas anãs brancas.

Os teóricos continuam a explorar como estrelas com massa acima do limite de Chandrasekhar, que é baseado num modelo estelar simplificado, podem existir sem colapsar sobre o seu próprio peso. De qualquer modo, uma subclasse de supernovas dirigidas por uma física mais exótica pode ter um efeito mais dramático no modo como os cosmólogos as usam para medir a expansão do Universo.

“As supernovas são usadas para fazer afirmações acerca do destino do Universo e da nossa teoria da gravidade,” afirma Scalzo. “Se o nosso conhecimento das supernovas mudar, pode impactar significativamente as nossas teorias e previsões.” Fonte: Astroboletim Ciência Viva.

Cratera rara que forma cerro no RS foi formada por meteorito

Acima: Cerro do Jarau, localizado no município gaúcho de Quaraí, na fronteira entre o Brasil e o Uruguai. Foto: Prefeitura Municipal de Quaraí/Reprodução.

Pesquisadores do Instituto de Geociências (IG) da Unicamp confirmaram que a origem geológica do Cerro do Jarau, localizado no município gaúcho de Quaraí, na fronteira entre o Brasil e o Uruguai, é meteorítica. Os pesquisadores, que estudam a cratera desde 2007, estão buscando material rochoso com características próprias para datação geocronológica, o que eventualmente poderá fornecer informações mais precisas sobre a época do impacto do meteorito.

“Com base na idade das rochas mais jovens afetadas pelo impacto, podemos dizer que o impacto ocorreu há várias dezenas ou até uma centena de milhões de anos”, diz o pesquisador Álvaro Crósta, que atualmente coordena uma equipe composta por vários especialistas internacionais.

De acordo com o pesquisador, com essa descoberta, o número de crateras meteoríticas no Brasil subiu para seis, o que nos permite começar a desvendar um pouco melhor o nosso passado geológico. Além disso, trata-se da quarta cratera formada em rochas basálticas em todo nosso planeta, sendo que três delas encontram-se no sul do Brasil: Vargeão, em Santa Catarina; Vista Alegre, no Paraná, e agora Cerro do Jarau, no Rio Grande do Sul.

“Esse tipo de rocha é bastante comum na superfície de outros corpos planetários, mas não na Terra. A análise dos processos de deformação relacionados à formação das crateras basálticas do sul do Brasil pode eventualmente auxiliar na compreensão da evolução da superfície de muitos outros corpos planetários, como a Lua, Marte, Vênus e outros corpos sólidos”, diz o professor.

Segundo o pesquisador, as evidências que comprovam a origem meteorítica de Cerro do Jarau são estruturas de deformação que ficam gravadas de forma permanente nas rochas e minerais existentes no local do impacto. De acordo com Álvaro Crósta, algumas dessas estruturas são visíveis apenas ao microscópio. Essas deformações são decorrentes da quantidade muito elevada de energia liberada no processo, quantidade essa muito superior à energia de quaisquer outros tipos de eventos geológicos (terremotos, erupções vulcânicas, etc.). Por esse motivo, elas são utilizadas como evidências diagnósticas de eventos de impacto.

“Como o acesso direto a essas superfícies é difícil, pode-se inferir informações importantes usando as crateras basálticas terrestres como análogos das suas similares lunares ou marcianas”, explica.

Durante algum tempo, os cientistas suspeitavam da ligação entre impactos meteoríticos e a extinção de formas de vida, mas há cerca de 15 anos, a comprovação dessa relação em pelos menos um desses eventos de extinção foi feita com a descoberta da cratera de Chicxulub, no Golfo do México. A idade dessa cratera é de 65 milhões de anos, exatamente a mesma da grande extinção que eliminou da Terra, entre outras formas de vida, os dinossauros.

No Brasil, não há nenhuma cratera meteorítica suficientemente grande para provocar um evento de extinção em massa da vida. De todo modo, é possível que as crateras brasileiras tenham produzido efeitos regionais com relação à extinção de formas de vida existentes na época do impacto.

“Estamos apenas no início dos estudos de Cerro do Jarau, e temos a expectativa de que informações novas e interessantes venha surgir dos resultados que esperamos obter nos próximos anos”, declara o professor.

A comprovação rendeu a produção de um artigo que deverá compor a próxima edição do livro Large Meteorite Impacts IV a ser lançada, em março, pela Sociedade Geológica da América (GSA). Fonte: Terra.

Mais informações aqui (Jornal da Unicamp)

Descoberta uma gigantesca cratera de asteróide no Congo

O desmatamento revelou uma cratera gigantesca escondida no coração da República Democrática do Congo na África Central

O buraco tem entre 36 e 46 km de largura e, segundo o grupo de cientistas italianos que tem se dedicado a estuda-la, foi causada quase certamente, pelo impacto de um grande asteróide ou cometa a aproximadamente 145 milhões de anos atrás. A cratera, localizada em Wembo Nyama, é impressionante, uma das maiores descobertas na última década. Giovanni Monegato, da Universidade de Pádua, apresentou o estudo realizado por sua equipe na conferência científica de Ciência Lunar e Planetária que está sendo realizado nestes dias no Texas (E.U.A.).

Conforme explicou, a cratera foi detectada após as árvores desaparecerem da área na última década, devido ao desmatamento.

O rio Unia corre ao redor da silhueta do anel, destacando ainda mais a sua forma, claramente visível na imagem do satélite TerraMetrics.

A parte central do círculo é irregular e tem cerca de 550 metros de altura. Esta área se eleva a cerca de 60 m sobre a depressão que circula o rio, o que normalmente ocorre em crateras de impacto.

Falta uma borda exterior bem definida, o que poderia ser explicado pelo profundo desgaste e erosão no clima tropical.

Monegato e equipe viajarão à região para continuar suas investigações. Examinarão as rochas em busca de pistas para confirmar definitivamente que este é o impacto de um meteorito.

Uma chave pode ser o quartzo deformado, uma forma que o mineral adquire quando recebe a pressão de uma força enorme.

De qualquer forma, para o cientista há poucas dúvidas. “Estou bastante otimista de que a origem do anel foi um impacto”, disse à BBC. Os investigadores acreditam que a rocha que caiu no Congo media cerca de 2 km de largura.

Possivelmente, ainda precisarão de mais estudos para confirmar a brutal queda que aconteceu no período final do jurássico, a cerca de 145 milhões de anos, uma época em que os dinossauros e crocodilos já tinham aparecido. Fonte: ABC.es / Arquivos do Insólito.

AMEAÇA DE TEMPORAIS

Segunda metade de março começa com ameaça de temporais no Sudeste e massa de ar frio no Sul

A semana que começa inicia com a nossa preocupação quanto à possibilidade do Rio de Janeiro ser mais castigado por chuva intensa e novos temporais. O avanço de uma massa de ar frio pelo Leste do Sul do Brasil voltará a ativar a instabilidade no Rio com possibilidade de novos e pesados aguaceiros. Neste domingo, a cidade do Rio sofreu com chuva forte e temporal de vento e raios que fez estrago. Associadas ao ar quente e úmido, as áreas de instabilidade explodiram sobre a região durante a tarde com a passagem de uma frente fria pelo alto mar.

Se a semana que passou foi marcada por um ciclone tropical, a rara tempestade tropical Anita, a que começa terá um anticiclone (centro de alta pressão) como principal sistema a influir o tempo no Rio Grande do Sul. Enorme e poderoso ciclone extratropical, de apenas 960 hPa, a Leste das Ilhas Malvinas, impulsiona uma massa de ar frio da Antártida para o Sul e o Leste da Argentina. Ao mesmo tempo, um sistema de alta pressão que estava na costa do Pacífico do Chile se estabelece na Argentina e após avança para o Atlântico na metade da semana. O ar frio, que acompanha este sistema de alta pressão, irá ingressar hoje aqui no Estado. As notícias que circulam em parte da mídia de que o Estado terá “uma semana de frio”, contudo, não procedem, uma vez que rapidamente o ar frio escoará para o mar entre quarta e quinta-feira com o retorno do calor pelo Oeste. Ademais, o frio, provavelmente com as mais baixas mínimas desta estação em diversas localidades, de um dígito, se limitará ao período noturno. Os dias serão amenos e mesmo quentes no Oeste, especialmente na segunda metade da semana. Com o sistema de alta, o tempo seco irá predominar, o que é ruim para a agricultura, afinal as projeções pelos modelos de chuva forte para o Norte gaúcho no fim de semana não se concretizaram. Fonte: Metsul.